quarta-feira, maio 03, 2006

Pegatinas

nocarteles

retro

pffffff

Paz à sua alma

burried

Uma das intervenções artísticas que gostei mais em Barcelona não foi uma "pegatina" ou um stencil, mas sim uma pequena cruz que transformou completamente os sinais de obras.

Foodball

Foodball

As bolas estavam boas (especialmente as doces) e a bancada tinha boa vista.
O jogo ficou 3-3.

Border Town

(c) David Perry

Para um director de arte ou um designer de moda pode não passar de um "mood", uma estética interessante para um anúncio ou uma colecção primavera-verão.

Mas para além deste requinte "trash" encontramos a fantástica cultura popular americana, que não tem paralelo na Europa. Esse pais que como diz alguém num filme: "ama-se e odeia-se por igual".

Mais em David Perry Studio.

terça-feira, maio 02, 2006

Type it.

(c) Mark Simonson Studio

Letras. Tanto que se pode fazer com elas, até poesia.
Mais em Mark Simonson Studio.

amorica

amorica

Capa original do álbum de 1984 "amorica" dos The Black Crowes.
A fotografia foi retirada de uma edição especial da revista Hustler de 1976.

amorica2

Capa limpa após um banho de censura.

Parece que a liberdade de expressão sempre foi mais fraca que o puritanismo das sociedades fortemente moralizantes.
Parece ridiculo que uma imagem ou ideia possam ofender alguém.

Quando apenas os paus e as pedras partem os ossos.

sexta-feira, abril 28, 2006

Bolas

Bem, então até quarta, vou ali comer umas bolas de arroz.

007 vs 117


Descobri no Zombie este agente que só agora deixou de ser secreto para mim e gostei do que vi. Ao que parece os romances do agente OSS 117 são anteriores aos primeiros passos de James Bond pelo punho de Ian Fleming, o novo filme estreou agora em França num tom mais de comédia do que os filmes dos anos 60. Dos filmes não posso falar, mas num dos trailers (Reportage M6) ouvi um dos melhores jogos de palavra multilingues dos últimos tempos. Alguém pede ao actor Jean DuJardin, com algumas semelhanças físicas com Sean Connery , para se descrever e ele sai-se com esta:

- Un peu de Sean et beaucoup de Connerie.

(connerie - idiotice; parvoíce; disparate.)

quarta-feira, abril 26, 2006

Partida

D56
"Tenho dificuldade em acreditar na inocência das pessoas que viajam sozinhas"
François Mauriac

Está tudo dito...

BelezaPura

Local perigoso

Local perigoso
Custou-me uma vida, ter que sair. Quantas me restarão ainda?

segunda-feira, abril 24, 2006

Guerra (do sofrimento) dos sexos



Ok, as mulheres têm as dores do parto, mas os homens a partir dos 50 anos têm a RTUP à espera.
(Ressecção transuretral da próstata)

segunda-feira, abril 17, 2006

Tempo de Chumbo

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Ainda não me consegui explicar o fascínio que sobre mim exerce aquele tempo de chumbo, de ferro, que em tudo sou contra, mas que assim como os sarcófagos do Nilo puxa mais que a corrente.

Relógio de Prisão

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Cumpre condena.
Ficou preso num tempo onde o Muro ainda se tinha em pé, num calendário em cirilico que contava os dias por igual. E com ele muitos ficaram também por igual, emparedados num tempo de cinza castanha e vermelha.

Big Lego figure sticker

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Big cock sticker

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Big octopus sticker

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quinta-feira, abril 13, 2006

100

"Ser um artista é falhar como mais ninguém se atreve a falhar."

Repetiria hoje Samuel Beckett, com 100 anos, se ainda fosse vivo.

terça-feira, abril 11, 2006

Pensos

Há bem pouco tempo elogiei um dos melhores cartazes politicos que já vi, agora descobri que a mesma ideia foi premiada na primeira edição de Prémios de Stickers. Mais uma vez fica a dúvida (o que não invalida nenhuma das ideias): cópia ou coincidência?

segunda-feira, abril 10, 2006

Ironia sobre rodas

De manhã vi um reboque a arrastar atrás de si uma inválida carrinha de transporte de pessoas com cadeiras de rodas.

sexta-feira, abril 07, 2006

Partir

Quebrar, abandonar, dividir, deixar para trás.

Eu sei que vou voltar. Tenho o trabalho. A casa e o carro.
E os outros trabalhos. E a família.
Mas até o mais desiludido dos homens, sonha com o improvável.
Com a oportunidade de virar tudo de pantanas.
De dizer que já chega disto, agora não aturo mais ninguém.

Até um céptico sonha com o fim desta digestão difícil de vida.
Vou inventar uma série para o 28. Para me ajudar nestas últimas horas na agência.
Que a agência faz sempre questão de te mandar de férias no limite do suportavél.
Quando estás prontinho para que te alterem o que quer que seja e teres desculpa para arrancar algumas cabeças.

Vou sonhar com a série do 28, para me embalar até ao meu destino.

Um, pelo Mundo onde todos os encontros são possíveis.
Dois, pelo Sol e a Lua em eterno devir.
Três, pelos lados do Triângulo.
Quatro, pelos Elementos Primordiais.
Cinco, pelos dedos da Mão que tudo transforma.
Seis, pelo primeiro Número Perfeito.
Sete, pela Arte que não nos deixa perecer.
Oito, pelos Amigos de viagem.
Nove, pelos Planetas onde acreditamos um dia chegar.
Dez, pela Regra e pela Medida.
Onze, pelo Fim do Dez.
Doze, pelo Ciclo Completo.
Treze, pelo Aleatório.
Quatorze, pelo Passado e pelo Futuro.
Quinze, pela Fénix.
Dezasseis, pelo Desassossego.
Dezassete, pela Mulher.
Dezoito, pelo Medo de não conseguir.
Dezanove, pela Perda.
Vinte, pelo Sangue e pelo Vinho.
Vinte e Um, pelo riso e pelo Choro.
Vinte e Dois, pela Mentira que nos mata.
Vinte e Três, pelo Caminho.
Vinte e Quatro, pelo Esquecimento que acalma.
Vinte e Cinco, pela Falta e pela Ânsia.
Vinte e Seis, pela Miséria e pelo reflexo.
Vinte e Sete, pelo Deserto.
Vinte e Oito, pelo segundo número perfeito.

Esta foi a série do 28.
São 23 horas e 29 minutos.
E não devia estar sozinho.

Os poderes da super-account (uma história verídica)

Vou omitir nomes de pessoas, de agências e de fontes de informação, mas garanto que esta é uma história que não só se passou como ainda se passa, esta é a história de uma mulher, account supervisor, que se entregou à profissão de uma forma exemplar e admirável.

Dia de apresentação de um trabalho importante. A account leva as k-lines debaixo do braço, o CD com a apresentação em powerpoint, aquele decote que ajuda sempre a prender a atenção dos clientes cheios de testosterona, e algumas palavras-chave aparatosas debaixo da língua, para defender as propostas de qualquer ataque inesperado. Está tudo pronto para a reunião ser um sucesso, portanto? Errado, falta o pormenor que faz roda a diferença.
Não, não é uma nova táctica de marketing, uma análise SWAT revolucionária, uma filosofia empresarial específica ou uma táctica de apresentação disruptiva.
Quando chega ao cliente, alguns minutos preciosos antes da hora marcada, a super-account vai à casa de banho, fecha a porta e desce uma das mãos até à sua zona nevrálgica por excelência. E então masturba-se até atingir o orgasmo.
Porque raio? – perguntam os mais inocentes desconhecedores da vida animal.
Por causa das feromonas. Os odores libertados pela orgasmo e pelo suor contêm feromonas, sinais químicos não detectáveis pelo nariz, mas apenas pelo órgão vomero-nasal, também conhecido por nariz-sexual. Ora as feromonas são responsáveis por atrair os espécimes do sexo oposto e por alterar o comportamento dos mesmos. Resultado: 0% de chumbos nas apresentações aos clientes.
Muitas conclusões se poderiam tirar deste case-study, eu tiro uma: os instintos mais básicos, na savana ou na sala de reuniões, são uma das melhores ferramentas de marketing.

Dear Wendy


Realizado pelo Thomas-A-Festa-o-melhor-filme-do-Dogma-Vinterberg, escrito pelo autor mais demente dos últimos anos e que anda com uma fixação por um país onde se recusa a pôr os pés, sim o Sr. Lars Von Trier, Dear Wendy aparentemente parece um filme de adolescentes com um cenário de Western e armas muito fotogénicas. Mas de certeza que deve ser muito mais do que isso. Porque é que isto ainda não estreou por cá? O filme é de meados de 2005, cum camandro!

quinta-feira, abril 06, 2006

Excertos da vida quase real



Tampo de Sanita da casa de banho da ZDB e parte do cenário da peça "Eurovision" dos Teatro Praga, também na ZDB.

terça-feira, abril 04, 2006

28


Feliz cumpleaños Sr. Nefasto.

quarta-feira, março 29, 2006

Mac qualquer coisa



Capturado na baixa lisboeta por Pedro Alfredo.

sexta-feira, março 24, 2006

www.fudgefactorycomics.com

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Este tipo é fantástico e os desenhos com pormenores microscópicos comentados também.

terça-feira, março 21, 2006

(no entretanto) 3

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Senti-me mesmo inteligente quando

cheguei sozinho a esta conclusão: O Iraque é a nova Faixa de Gaza.

(no entretanto) 2





"Hoje, o Parque Mayer é um quarteirão cultural entregue aos bichos. Lá dentro, o Teatro Variedades é dominado por várias gerações de gatos e pelo cheiro da sua característica urina; o Teatro Capitólio constitui provavelmente o maior pombal modernista da História e os restantes tímidos teatros e restaurantes estão aos caídos e às moscas. Mas não foi sempre assim, foi neste local que se atingiu o expoente máximo do Teatro de Revista, que teve nas décadas de quarenta e cinquenta um período áureo e fulgurante.
O declínio veio com a revolução de 25 de Abril de 1974, talvez porque o processo revolucionário em curso não precisasse de plumas e burlesco.
O último fôlego da revista dividiu-se pela Avenida, assentou arraiais no Politeama, pela mão do encenador Filipe La Féria, e morre lentamente no Maria Vitória, teatro que aguarda o abate e o início das obras da anunciada reabilitação e requalificação do Parque sob a batuta de Frank Gehry.
O Teatro Capitólio, o primeiro grande edifício do Movimento Moderno em Portugal, foi recentemente seleccionado para a lista World Monuments Watch - 100 Most Endangered. Os gatos e pombos no local não mostraram grande entusiasmo com a notícia."

Palavras retiradas de um texto escrito para a revista Zoot, revista de moda com sede em Portugal, escrita em inglês e com fotografias, essas sim, a sério. O último número (Nº2) é inteiramente fotografado e dedicado ao Parque Mayer. Infelizmente mais uma vez é o pessoal lá de fora a fazer algo pelos últimos destroços do que há cá dentro. Isto não é para dizer mal, também ha portugueses no projecto, mas o empurrão internacional é quase sempre necessário. Por falar nisso o único documentário de que ouvi falar sobre o Parque Mayer chama-se "Le Parque Mayer, vues et revue" de Simon Berjeaut e passou na Cinemateca a 20 de Outubro. O mesmo autor também publicou o livro "Le Téâthre de Revista, un phénomène culturel portugais". Conclusão: antes entregue aos estrangeiros do que aos bichos.

segunda-feira, março 20, 2006

quarta-feira, março 15, 2006

Proibido



Aqui está uma coisa que sempre quis fazer: intervir nos sinais de trânsito e dar-lhes um novo sentido.

sexta-feira, março 10, 2006

Corta para [...]

Cabrões. Venham, venham lá.
Estamos aqui para isto. Ainda somos novos, a carne ainda está tenra, o sangue ainda está fresco. Venham.
Mas atenção que os joelhos custam a dobrar, a cabeça teima em permanecer erguida, e a boca ainda abocanha com força.
Por isso cuidado, cabrões.
Podem levar tudo, pedir tudo e dizer que não chega. Estamos aqui para isto.
Mandem vir os seguranças, os cães policia, os secretários e os directores. Venham lá, cabrões.
Ficamos de pé. Tirem tudo, tirem que nós temos memória, nós sabemos o que nos foi tirado.
Temos de sobra, nós é que temos.
E isso, cabrões, é o que vos custa.
O vosso único prazer é tirar. E engordar.
Nós temos mais, temos sempre mais.

tesoura_LR

[...] para nada. Corta apenas.

quarta-feira, março 08, 2006

Daren Rabinovitch

Este é um dos fotógrafos/artistas plásticos mais originais que descobri nos últimos tempos. É ele próprio que constrói os próprios modelos que fotografa. Trabalhou também na construção dos modelos utiizados no filme The Life Aquatic with Steve Zissou de Wes Anderson. Mais fotos e entrevista aqui.

No tempo em que o tabaco não matava

terça-feira, março 07, 2006

Inimigo pelas costas



































4 cartazes do primeiro filme de Steven spielberg - "Duel" - O alemão e o polaco na linha de cima e o francês e tailandês na linha de baixo. Nem vou mostar o cartaz original, mas asseguro-lhe Sr. Nefasto que era o pior deles todos. Mais uma prova que muitas vezes as remixes e reinterpretações superam os originais. Obrigado pelo link dos cartazes polacos.
Para quem não conhece o filme, a história relata uma road trip em que um desconhecido num camião tenta eliminar o herói do filme no seu percurso de A para B. Um dos melhores filmes do Sr. Blockbuster, estreado inicialmente na televisão.

quarta-feira, março 01, 2006

Melhor argumento original

Se alguém me perguntasse eu respondia que o óscar deveria ir para esta menina, o argumento do Woody teria pouca argumentação sem os argumentos desta Lolita. (Peço desculpa pela frase "pescadinha-de-rabo-na-boca).

Já agora passo a juntar-me ao grupo de defensores explicadinhos da Scarlett: o segredo é simples she has the looks mixed with the look of girl next door. Uma questão de acessibilidade portanto. Scarlett não é uma deusa que voa baixinho na sua nuvem. Não, ela anda mesmo cá em baixo, e os outros mortais poderão perfeitamente encontrá-la a comprar cenouras e bróculos na mercearia da esquina. (Pelo menos é isso que ela parece transmitir). As mulheres perfeitas não têm nada de especial. Mais normalidade aqui.

I Walk the Line

Por muito que ande na linha, será que se um dia desatar a acreditar em Deus, ele vai acreditar em mim?

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Sim, cartazes há muitos


O melhor cartaz político que já vi em Portugal. E provavelmente o primeiro com um conceito decente.

Caso raro 1


Descobri que no único cinema de Tomar, existe uma casa de banho muito específica, é para mulheres, correcto, mas sósias da Princesa Leia.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

2 meses

Todos os dias uma luz diferente a entrar pela janela.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Encontrar uma motivação

“Enquanto lhe preparavam a cicuta, Sócrates pôs-se a aprender uma ária na flauta. Para que te servirá?, perguntaram-lhe. Para saber esta ária antes de morrer”.