quarta-feira, setembro 14, 2005

The Man Comes Around

There's a man going around taking names
And he decides who to free and who to blame
Everybody won't be treated all the same
There'll be a golden ladder reaching down
When the Man comes around

The hairs on your arm will stand up
At the terror in each sip and in each sup
Will you partake of that last offered cup?
Or disappear into the potter's ground
When the Man comes around

Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling, voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come

And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks

Till Armageddon no shalam, no shalom
Then the father hen will call his chickens home
The wise man will bow down before the thrown
And at His feet they'll cast their golden crowns
When the Man comes around

Whoever is unjust let him be unjust still
Whoever is righteous let him be righteous still
Whoever is filthy let him be filthy still
Listen to the words long written down
When the Man comes around

Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling and voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come

And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks

In measured hundred weight and penny pound
When the Man comes around.

Johnny Cash, AMERICAN IV: The Man Comes Around.

e

"e tratava das tarefas domésticas como se eu não existisse, ou fosse da casa, o que dá no mesmo."

Chico Buarque - Budapeste

terça-feira, setembro 13, 2005

Desenho sincronizado

godiva_LR

Durante 10 minutos eu e o Mr.Crumb estivemos - muito provavelmente - a pensar no mesmo.
Que grande privilégio.

Sem saida

pink

Temos aqueles espelhos nos cruzamentos e entroncamentos. Para ver quem vem lá, para ver o caminho que se esconde depois daquela esquina mais apertada. E temos outros espelhos que apontamos para o futuro mas que não reflectem nada, não mostram nenhum caminho.

Damos nomes inteligentes a esses espelhos. Fazemos cartazes a fingir que compreendemos os nomes inteligentes, como se fossemos tão inteligentes como os nomes que temos.
Mas é tudo uma casca, uma película aderente de curta duração. Depois as mesmas pessoas com as mesmas conversas, para mais beberetes e fotografias nas revistas.

Que asco.

segunda-feira, setembro 12, 2005

jacarandá

jacrandá
Não sei como é que foi possível. Tenho mesmo dificuldades em encarar-me. Como é que eu pude deixar passar em claro um dos acontecimentos mais marcantes de Lisboa? Que desleixo o meu só agora dar espaço neste canto escuro às árvores que salpicam a cidade de lilás e tornam peganhentos os passeios. Foto tirada em Junho a partir de uma janela do bar do Chapitô.

Verdete

morris

sexta-feira, setembro 09, 2005

Empenas


'Suburban Bliss'
Originally uploaded by AnkevandenBerg.

São tantos os casos em que a destruição é bela que talvez nos devessemos preocupar. Talvez.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Ashes to ashes

This Fire

Eyes
Boring a way through me
Paralyze
Controlling completely
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns

This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control
Then i
I'm out of control
And i burn

Eyes
Burning a way to me
Overwhelm
Destroying so sweetly
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns

This fire...

Franz Ferdinand

No passado dia 28 de Agosto o Festival Lisbon Soundz misturou Bunnyranch, Jimmy Chamberlin Project, Mogwai e Franz Ferdinand com o cheiro a peixe da Docapesca. Dos primeiros não reza este post, ainda era muito cedo; o segundo, projecto do ex-baterista dos Smashing Pumpkins confundiu tudo: música com ruído e público dos smashing com público dele; os terceiros foram demasiado bons para todo aquele ar livre, mas bons; os quartos foram figuras-espectáculo com tudo pensado ao milímetro para, um dia, daqui a pouco tempo, serem percepcionados como super-estrelas da música. Tão pensado que nem cantaram um dos seus hits “This Fire” por respeito a um pais assolado pelos incêndios. Ninguém haveria de se preocupar com a ironia da letra, mas foi atencioso. Até porque a letra fala de uma cidade a arder, segundo li é uma referência ao clássico “Margarita e o Mestre “ do escritor russo Mikhail Bulgakov, onde a personagem principal incendeia Moscovo. Já agora e para dissipar quaisquer dúvidas, nenhum dos membros da banda se chama Franz, o nome foi roubado ao arquiduque da Áustria Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph, cujo assassinato em Sarajevo desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Ah, e o raio da música não me sai da cabeça.

Hipóteses



Se ponderasse fazer uma tatuagem ao mesmo tempo que pusesse a hipótese de mudar de sexo era isto que eu quereria.

terça-feira, setembro 06, 2005

A paisagem repetida

Clássico2
Oliveiras e mais oliveiras e os sobreiros do costume com ceroulas vermelhas acima da cintura. Há uma planície praticamente inalterável enquanto se vai intervalando várias terras e terreolas com o banco de imagem de fundo, Marvão, Portalegre, Sousel, Avis, Casa Branca, Cano, Água Todo o Ano, Domingão, Cansado. Tanta ironia nestes nomes, demasiada. Desconfio da arrumação, desconfio quando tudo está direito,
não é natural.

La Barbe au Papa

barbeaupapa

A relação nome-objecto é muitas vezes fruto do acaso, escapando às apertadas malhas da filologia. O "Algodão-doce" em francês chama-se "Barba do Papá", isto é bizarro. Não consigo comer algodão-doce em França, lembro-me logo do pérfido avô da Heidi.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Brinhol

brinhol1

Sempre gostei de feiras. Têm neons, lâmpadas fluorescentes, incandescentes e intermitentes. Cheiram a minis e bifanas, a pipocas e algodão doce e acima de tudo têm Brinhol.
Claro que quêm não é do sul não faz a menor ideia do que é o brinhol. Ou do que são as pipas.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Acabou

Acabou
Quando terei coragem para me lançar no escuro à procura da geada fria, a mesma que me refrescava as mãos naquelas madrugadas das férias de Natal quando interpelava o meu avô para mais uma viagem nos campos atrás das ovelhas. E com os pés gelados de tanto salpicar nos riachos de poejos lhe perguntava uma vez mais: Até onde é que vamos avô? - Vamos só até ali à frente. Mas até onde avô? Não me quero ir já embora...

Cogumelos da Gràcia

Cogumelos
Não são comestiveis, nem venenosos e dão muita alegria a este bosque de betão.

Depósito no banco

Clássico
Porquê fotografar os clássicos? Porque nos apazigua o espírito saber que aquele típico enquadramento, aquela típica paisagem, aquela típica vivência ainda sobrevive algures perdida ao virar de uma curva para ser constantemente redescoberta até ao dia em que será só a memória de uma paisagem destruída, existente apenas num banco de imagem.

segunda-feira, agosto 29, 2005

La Griffe

sympa

Nem todas as pessoas compram na Place Vandome.

Le Goles

cuir

Para a composição de cores nos brasões, a heráldica estabelece o emprego de reduzida quantidade de tintas. As tintas, denominadas esmaltes, são divididas em 3 grupos: metais(ouro e prata), cores (goles/vermelho, bláu/azul, sinople/verde, sable/preto e púrpura) e peles (arminho, veiro, contra-armarinho, contra-veiro, arminhado). Os esmaltes não têm significado simbólico fixo e nem pré-determinado, mas não se usa, no escudo, metal sobre metal, nem cor sobre cor.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Mirror

mirror

Isto hoje esta complicado.

O Homem no Espelho

srnefasto

Não será o trabalho, nem os projectos disto e daquilo,
nem as viagens ou aqueles grãos no tarro com a sua magnífica folha de hortelã no topo.
Não serão nem os insultos ou os elogios.
Quem nos vê quando olhamos para o espelho? O que se vê nesse espelho?
Muitas vezes, demasiadas vezes, o cansaço de tudo o que está a mais.
Do despropósito das horas perdidas a ouvir o meu ego e os egos alheios.
A ver os truques e malabarismos do grupo, em grupo.
Dos que não nos são nada, e dos amigos.
Que raio vêm os amigos? Que raio vejo eu nesses amigos?
Quase sempre nada, seguramente não nos vemos quase nunca.

Patacorp et Thermokukus

arbreperso2_03

Patacorp (o gordo) e Thermokukus (o alto) são dois personagens que pertencem ao imaginário original da profícua Geneviéve Gaucklerstand, uma designer/ilustradora/artista que agarra naquilo que a rodeia e lhe acrescenta um humor "silly and absurd" - nas palavras da própria. Deparei-me com ela primeiro através destes dois personagens, no trabalho para a revista This is a Magazine e depois no projecto Hotel Fox da Volkswagem. Explorem o mundo Geneviéve.