There's a man going around taking names
And he decides who to free and who to blame
Everybody won't be treated all the same
There'll be a golden ladder reaching down
When the Man comes around
The hairs on your arm will stand up
At the terror in each sip and in each sup
Will you partake of that last offered cup?
Or disappear into the potter's ground
When the Man comes around
Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling, voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come
And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks
Till Armageddon no shalam, no shalom
Then the father hen will call his chickens home
The wise man will bow down before the thrown
And at His feet they'll cast their golden crowns
When the Man comes around
Whoever is unjust let him be unjust still
Whoever is righteous let him be righteous still
Whoever is filthy let him be filthy still
Listen to the words long written down
When the Man comes around
Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling and voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come
And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks
In measured hundred weight and penny pound
When the Man comes around.
Johnny Cash, AMERICAN IV: The Man Comes Around.
quarta-feira, setembro 14, 2005
The Man Comes Around
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Sr. Nefasto
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10:25 a.m.
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e
"e tratava das tarefas domésticas como se eu não existisse, ou fosse da casa, o que dá no mesmo."
Chico Buarque - Budapeste
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O Despachante
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9:12 a.m.
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terça-feira, setembro 13, 2005
Desenho sincronizado
Durante 10 minutos eu e o Mr.Crumb estivemos - muito provavelmente - a pensar no mesmo.
Que grande privilégio.
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Sr. Nefasto
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6:00 p.m.
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Sem saida
Temos aqueles espelhos nos cruzamentos e entroncamentos. Para ver quem vem lá, para ver o caminho que se esconde depois daquela esquina mais apertada. E temos outros espelhos que apontamos para o futuro mas que não reflectem nada, não mostram nenhum caminho.
Damos nomes inteligentes a esses espelhos. Fazemos cartazes a fingir que compreendemos os nomes inteligentes, como se fossemos tão inteligentes como os nomes que temos.
Mas é tudo uma casca, uma película aderente de curta duração. Depois as mesmas pessoas com as mesmas conversas, para mais beberetes e fotografias nas revistas.
Que asco.
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Sr. Nefasto
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9:14 a.m.
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segunda-feira, setembro 12, 2005
jacarandá
Não sei como é que foi possível. Tenho mesmo dificuldades em encarar-me. Como é que eu pude deixar passar em claro um dos acontecimentos mais marcantes de Lisboa? Que desleixo o meu só agora dar espaço neste canto escuro às árvores que salpicam a cidade de lilás e tornam peganhentos os passeios. Foto tirada em Junho a partir de uma janela do bar do Chapitô.
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O Despachante
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4:50 p.m.
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sexta-feira, setembro 09, 2005
Empenas
São tantos os casos em que a destruição é bela que talvez nos devessemos preocupar. Talvez.
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O Despachante
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6:07 p.m.
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quarta-feira, setembro 07, 2005
Ashes to ashes
This Fire
Eyes
Boring a way through me
Paralyze
Controlling completely
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns
This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control
Then i
I'm out of control
And i burn
Eyes
Burning a way to me
Overwhelm
Destroying so sweetly
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns
This fire...
Franz Ferdinand
No passado dia 28 de Agosto o Festival Lisbon Soundz misturou Bunnyranch, Jimmy Chamberlin Project, Mogwai e Franz Ferdinand com o cheiro a peixe da Docapesca. Dos primeiros não reza este post, ainda era muito cedo; o segundo, projecto do ex-baterista dos Smashing Pumpkins confundiu tudo: música com ruído e público dos smashing com público dele; os terceiros foram demasiado bons para todo aquele ar livre, mas bons; os quartos foram figuras-espectáculo com tudo pensado ao milímetro para, um dia, daqui a pouco tempo, serem percepcionados como super-estrelas da música. Tão pensado que nem cantaram um dos seus hits “This Fire” por respeito a um pais assolado pelos incêndios. Ninguém haveria de se preocupar com a ironia da letra, mas foi atencioso. Até porque a letra fala de uma cidade a arder, segundo li é uma referência ao clássico “Margarita e o Mestre “ do escritor russo Mikhail Bulgakov, onde a personagem principal incendeia Moscovo. Já agora e para dissipar quaisquer dúvidas, nenhum dos membros da banda se chama Franz, o nome foi roubado ao arquiduque da Áustria Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph, cujo assassinato em Sarajevo desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Ah, e o raio da música não me sai da cabeça.
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O Despachante
às
3:06 p.m.
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Hipóteses

Se ponderasse fazer uma tatuagem ao mesmo tempo que pusesse a hipótese de mudar de sexo era isto que eu quereria.
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O Despachante
às
2:20 p.m.
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terça-feira, setembro 06, 2005
A paisagem repetida
Oliveiras e mais oliveiras e os sobreiros do costume com ceroulas vermelhas acima da cintura. Há uma planície praticamente inalterável enquanto se vai intervalando várias terras e terreolas com o banco de imagem de fundo, Marvão, Portalegre, Sousel, Avis, Casa Branca, Cano, Água Todo o Ano, Domingão, Cansado. Tanta ironia nestes nomes, demasiada. Desconfio da arrumação, desconfio quando tudo está direito,
não é natural.
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O Despachante
às
10:49 a.m.
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La Barbe au Papa
A relação nome-objecto é muitas vezes fruto do acaso, escapando às apertadas malhas da filologia. O "Algodão-doce" em francês chama-se "Barba do Papá", isto é bizarro. Não consigo comer algodão-doce em França, lembro-me logo do pérfido avô da Heidi.
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Sr. Nefasto
às
9:45 a.m.
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quinta-feira, setembro 01, 2005
Brinhol
Sempre gostei de feiras. Têm neons, lâmpadas fluorescentes, incandescentes e intermitentes. Cheiram a minis e bifanas, a pipocas e algodão doce e acima de tudo têm Brinhol.
Claro que quêm não é do sul não faz a menor ideia do que é o brinhol. Ou do que são as pipas.
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Sr. Nefasto
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9:01 a.m.
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quarta-feira, agosto 31, 2005
Acabou
Quando terei coragem para me lançar no escuro à procura da geada fria, a mesma que me refrescava as mãos naquelas madrugadas das férias de Natal quando interpelava o meu avô para mais uma viagem nos campos atrás das ovelhas. E com os pés gelados de tanto salpicar nos riachos de poejos lhe perguntava uma vez mais: Até onde é que vamos avô? - Vamos só até ali à frente. Mas até onde avô? Não me quero ir já embora...
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Luis Mileu
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2:52 p.m.
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Depósito no banco
Porquê fotografar os clássicos? Porque nos apazigua o espírito saber que aquele típico enquadramento, aquela típica paisagem, aquela típica vivência ainda sobrevive algures perdida ao virar de uma curva para ser constantemente redescoberta até ao dia em que será só a memória de uma paisagem destruída, existente apenas num banco de imagem.
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O Despachante
às
9:03 a.m.
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segunda-feira, agosto 29, 2005
Le Goles
Para a composição de cores nos brasões, a heráldica estabelece o emprego de reduzida quantidade de tintas. As tintas, denominadas esmaltes, são divididas em 3 grupos: metais(ouro e prata), cores (goles/vermelho, bláu/azul, sinople/verde, sable/preto e púrpura) e peles (arminho, veiro, contra-armarinho, contra-veiro, arminhado). Os esmaltes não têm significado simbólico fixo e nem pré-determinado, mas não se usa, no escudo, metal sobre metal, nem cor sobre cor.
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Sr. Nefasto
às
7:04 p.m.
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quinta-feira, agosto 25, 2005
O Homem no Espelho
Não será o trabalho, nem os projectos disto e daquilo,
nem as viagens ou aqueles grãos no tarro com a sua magnífica folha de hortelã no topo.
Não serão nem os insultos ou os elogios.
Quem nos vê quando olhamos para o espelho? O que se vê nesse espelho?
Muitas vezes, demasiadas vezes, o cansaço de tudo o que está a mais.
Do despropósito das horas perdidas a ouvir o meu ego e os egos alheios.
A ver os truques e malabarismos do grupo, em grupo.
Dos que não nos são nada, e dos amigos.
Que raio vêm os amigos? Que raio vejo eu nesses amigos?
Quase sempre nada, seguramente não nos vemos quase nunca.
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Sr. Nefasto
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3:15 p.m.
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Patacorp et Thermokukus
Patacorp (o gordo) e Thermokukus (o alto) são dois personagens que pertencem ao imaginário original da profícua Geneviéve Gaucklerstand, uma designer/ilustradora/artista que agarra naquilo que a rodeia e lhe acrescenta um humor "silly and absurd" - nas palavras da própria. Deparei-me com ela primeiro através destes dois personagens, no trabalho para a revista This is a Magazine e depois no projecto Hotel Fox da Volkswagem. Explorem o mundo Geneviéve.
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O Despachante
às
10:50 a.m.
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