deixa-me ver o que levas ai. nessas tuas mãos.
deixa-me ver ao que elas se agarram.
rasgam a carne, essas tuas mãos? vão vazias de vida ou não?
quero tanto acreditar. deixar-me embalar por elas.
vamos, deixa-as vir e tomar o meu ar.
para que ele não possa fugir.
e esses dedos teus?
podem eles cortar? ficar vermelhos de mim?
sabem como tirar este coração? prende-lo e apertá-lo?
cuida-lo antes que...
sim? ...então deixa-os vir. passear neste vazio.
que se percam em mim. pode ser?
porque é que não levas tudo? de uma só vez. à força.
para que não fique nada de sobra. nada que me doa.
à força. sabes como é? gentilmente à forca.
à guilhotina quente do abraço dos teus dedos.
que eu não sei como se faz.
sábado, janeiro 24, 2009
vamos
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Sr. Nefasto
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9:46 p.m.
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segunda-feira, janeiro 12, 2009
hipotese cientifica número zero nove.
e se agora, hoje, deixasse de teimar em querer ser feliz?
sim. que essa merda não existe. já se sabe desde que o mundo é.
e se hoje, agora mesmo, deixasse de teimosamente querer acreditar em alguma coisa?
sim. porque procurar coisas onde elas nunca estão não leva a lado nenhum.
e se de aqui para a frente deixasse de desejar ardentemente tudo o que não tenho?
sim. e ficar com o que há. que não à mais.
e se nunca mais fumasse, nem bebesse, nem dormisse cinco horas por dia?
sim. nada melhor que ter saúde e chegar a horas à firma.
e se a partir deste ponto começasse a aprender com os meus erros?
sim. que cometer sempre erros maiores e piores não é vida para ninguém.
e se amanhã acordasse outro?
o que seria?
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Sr. Nefasto
às
4:01 a.m.
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terça-feira, janeiro 06, 2009
Entre o Jantar e a Parede

Norte do Buenos Aires eis que surge uma bela frase para dar início às hostilidades deste ano ainda de leite.
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O Despachante
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4:30 p.m.
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quinta-feira, janeiro 01, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
retina
não me lembro
se já escrevi sobre esta merda
nem tão pouco me importo.
este descolar da retina é recorrente.
e não passa. que merda.
olho para o espelho do elevador
e não faço a menor ideia de quem estou a ver.
sei como se chama. sei o que anda a fazer.
até sei que raio de ideias lhe enchem a cabeça.
mas não sei quem é, nem o que quer perder.
sei que podia ser bem melhor.
que podia dormir melhor. sair da corda.
da corda para onde correu quando ainda era um puto.
só que nunca parou de saltar de corda em corda.
ou é a mesma corda só que cada vez mais alto?
também não sei isso. merda.
sei que está cansado. e viciado.
e não vai descansar. nem desviciar.
até cair.
merda!
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Sr. Nefasto
às
4:55 a.m.
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quinta-feira, dezembro 11, 2008
Diários de trás para a frente
Mais informação aqui.
Obrigado Ric pela preciosa ajuda na edição.
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O Despachante
às
1:36 p.m.
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Marcadores: dirty drawing day, sketchbooks
sexta-feira, dezembro 05, 2008
reflexão sobre utensílio de cozinha
Dás tanto tiro no pé que ele já é um passador onde a dor não passa.
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O Despachante
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5:13 p.m.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008
Post me vintage
Mais uns tropeções em letras por Lisboa e arrabaldes. Perdemos a cabeça aqui neste canto escuro e ficámos todos serifados.
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O Despachante
às
9:31 p.m.
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terça-feira, dezembro 02, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
Lady Lucky Duck
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Sr. Nefasto
às
5:22 p.m.
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Marcadores: cowgirl, illustration
quarta-feira, novembro 26, 2008
quarta-feira, novembro 19, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
Memórias de Adriano
Interessante trabalho performativo do senhor Wim Delvoye.
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Sr. Nefasto
às
12:46 p.m.
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quarta-feira, novembro 12, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
YES HE MADE IT
Obama reached where many thought was impossible. Photo from Callie Shel for Time. "Two staffers had just passed this site and done two pull-ups. Not to be outdone, Obama did three with ease, dropped and walked out to make a speech. Missoula, Mont., 4/5/2008."
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O Despachante
às
11:44 a.m.
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Marcadores: obama, photography, usa
Carrocel
Texto do senhor Funesto que tão bem contextualiza esta imagem:
As cores de velho cartão postal acentuam a nostalgia que jaz no olhar de quem observa, nostálgico, uma infância que passou e não volta.
Mas as voltas estão lá, nas voltas do próprio carrocel que rememoram o mito do eterno retorno dessa época em que julgávamos que o mundo era eterno e as crostas das feridas nos joelhos lá iriam ficar para sempre.
O registo é inquietante e torna o espectador ansioso e também cúmplice enquanto acompanha a luz que discorre harmoniosamente até à sombra do lado esquerdo. Parece que queremos ouvir a história que existe para ser contada e ouvimos o som do movimento.
Logo em seguido somos surpreendidos pela frieza que não julgávamos lá, por uma estética/estática que fala por silêncios e nos leva a levitar numa fábula que vive mais do que omite do que daquilo que nos mostra.
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Luis Mileu
às
12:47 a.m.
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