quarta-feira, julho 18, 2007

I Wonder - The Art of Sexual Innuendo

A categoria filme noir é reconhecida, acima de tudo, pela crueza e sujidade dos diálogos. Este é retirado de Double Indemnity, filme de 1944 de Billy Wilder, com Fred MacMurray (Neff), Barbara Stanwyck (Phyllis) e Edward G. Robinson (Keyes).

Neff, um angariador de seguros dirige-se a casa de um cliente para tratar da renovação de um seguro automóvel. Em vez de apanhar o cliente, apanha a mulher do mesmo acabada de sair do banho e enrolada numa toalha. Depois de um primeiro jogo de palavras sobre estar “fully covered” Phyllis (já vestida) e Neff têm um dialogo aparentemente inocente sobre apólices até que a conversa vai parar a uma pulseira que Phyllis ostenta no tornozelo.

Neff: I wish you'd tell me what's engraved on that anklet.
Phyllis: Just my name.
Neff: As for instance?
Phyllis: Phyllis.
Neff: Phyllis, huh. I think I like that.
Phyllis: But you're not sure.
Neff: I'd have to drive it around the block a couple of times.
Phyllis: Mr. Neff, why don't you drop by tomorrow evening around 8:30? He'll be in then.
Neff: Who?
Phyllis: My husband. You were anxious to talk to him, weren't you?
Neff: Yeah, I was. But I'm sort of getting over the idea, if you know what I mean.
Phyllis: There's a speed limit in this state, Mr. Neff, 45 miles an hour.
Neff: How fast was I going, Officer?
Phyllis: I'd say around 90.
Neff: Suppose you get down off your motorcycle and give me a ticket.
Phyllis: Suppose I let you off with a warning this time.
Neff: Suppose it doesn't take.
Phyllis: Suppose I have to whack you over the knuckles.
Neff: Suppose I bust out crying and put my head on your shoulder.
Phyllis: Suppose you try putting it on my husband's shoulder.
Neff: That tears it... (He takes his hat and briefcase after his advances are coldly rebuffed.) 8:30 tomorrow evening, then.
Phyllis: That's what I suggested.
Neff: You'll be here too?
Phyllis: I guess so. I usually am.
Neff: Same chair, same perfume, same anklet?
Phyllis: I wonder if I know what you mean.
Neff: (Opening the entrance door.) I wonder if you wonder.

segunda-feira, julho 16, 2007

Tese de Mestrado #1

"O Surgimento do Tapume-Tuning e a Influência da Luz Inferior no Processo de Procriaçãõ das Tainhas do Tejo ou As Novas Formas de Varrer para Debaixo do Tapete"

Agora que Lisboa está na boca de toda a gente, avanço a primeira das minhas propostas para teses de mestrado que nunca farei. Esta, a propósito de uns estranhos tapumes com luz azul por baixo que parecem ter surgido para esconder as obras que destruíram o Cais das Colunas em frente à Praça do Comércio. Porquê? Segundo a nova vereadora Helena Roseta para que os senhores que vieram a Lisboa para a tomada de posse de Portugal à frente dos assuntos europeus não ficarem mal impressionados.

segunda-feira, julho 09, 2007

Por causa dos chineses

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Por causa do Museu de Sintra, por causa do CCB, por causa dos anúncios e das acções do Millennium BCP, por causa da OPA ao Benfica e agora por causa do Jardim do Oriente, Joe Berardo continua a ser uma notícia constante. É esta figura, misto de Berlusconi, Paris Hilton e Calouste Gulbenkian, o responsável pela construção do jardim oriental/budista que está a surgir entre o Bombarral e o Cadaval, na Quinta dos Loridos.
O espaço de 35 hectares, terá, no dia de abertura e segundo a Gazeta das Caldas, 6 mil toneladas de estátuas. Há duas semanas atrás eram já muitos os olhos rasgados e não deixava de ser bizarro estar em plena Estremadura, terra de festivais vinícolas, da Feira da Pêra Rocha e das Grutas da Lapa do Suão e das Pulgas, estar a conviver com gigantes estátuas de Shiva e de Buda.

“As obras ainda estão quase no início e até Dezembro, quando estiverem concluídas, o número de estátuas será quatro vezes maior do que o actual. Na região, a Quinta dos Loridos já é local de peregrinação desde que passou a palavra que ali estão a construir um tão estranho jardim. Aos fins-de-semana vão famílias em romaria visitar as obras e tirar fotografias às estátuas. Em declarações à Gazeta das Caldas, (Joe Berardo) diz que teve a ideia de construir este jardim quando soube, indignado, da destruição das estátuas do Buda pelos talibans no Afeganistão. “É uma homenagem aos budas que foram bombardeados e será o maior jardim do Oriente da Europa”, disse.”

Ao que parece as estátuas foram todas compradas à China e algumas delas foram esculpidas num muito viajado granito português.

sexta-feira, junho 29, 2007

Ricardo II

em campo no D. Maria II com uma cenografia e figurinos fantásticos em que o cenário é um relvado, o trono uma cadeira de praia, o simbolismo da morte são dois baldes e as vestes de época são trocadas por equipamentos de futebol retro.

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Encenação NUNO CARDOSO / Cenografia F. RIBEIRO / Figurinos STORYTAILORS

quarta-feira, junho 27, 2007

respira

"[...] sentes água nos pulmões? pressão no peito?
não é água. é acidez, é amargura.
é um peso de chumbo, é carvão que já ardeu.
vai apanhar penas e rebola na lama, bem que o podias fazer.
vai à merda, filho de uma égua. vai à merda.
então, que é isso, não desistas. respiras ainda.
perdeste o brilho? que é isso que se ouve quando ris?
é nada, mais que nada. é oco.
vai à médica. a senhora doutora lá saberá que comprimidos te vão curar.
é riso gravado. é contentamento de nada. é um reflexo condicionado.
sabes lá tu. não consegues é ver o que realmente importa. não te estás é a ver bem.
inventas. deliras. tu o que tens é febre. tosse lá para eu ouvir.
vai à merda, filho de uma égua. vai mas é à merda.
é preciso paciência para ti, realmente. vamos lá outra vez. o que é que tens tu afinal?
nada, menos que nada. vontade de correr. mas fumo demasiado, e tenho tosse.
então deixa lá de fumar, faz uns sumos, dorme como deve ser. e vais ver que isso passa.
não tarda estás a correr a maratona.
corre tu, não te disse já para ires à merda?
e vou, deixa-lá isso. tens tudo o que é preciso. outros no teu lugar andavam contentes.
claro que andavam. tens toda a razão. tu e os outros todos. todos têm toda a razão. todos sabem o que é bom. mas isso dá me cá um abalo ao pífaro que nem calculas.
então e vais ficar nesse estado? feito parvo?
não.
não? e o que é que vais fazer?
não sei.
mau. és mesmo parvo. vá, tens que pensar como é que mudas, ora essa!
como sempre. fico na mesma. será o que for. como for. posso fingir que sei mais do que sei. mas não é verdade. vou inventar.
isso não é nada inteligente....
hahahaha pois não. nunca tive grande queda para decisões inteligentes. [...]"

terça-feira, junho 26, 2007

évora blues

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Sábado, cinco e meia da tarde, numa esplanada na Praça do Giraldo.

- Traga-me uma mini, se faz favor.
- Mini? Mini, o quê?
- Uma mini, caramba.
- Sim, mas tem muita coisa mini aqui.
- Uma cerveja. Uma mini, ora essa.
- Há, cara, não tem não.

Era sábado, nos sábados não há sopa de tomate na Oficina.
Por ser sábado. Toda a gente sabe.
Também não há minis. Muita gente não sabe o que são.

No domingo estive com o J, diz-me vezes sem conta:
- Eu agora não espero nada. É um dia de cada vez. È o que conta. Já não me chateio.
Um dia de cada vez. Não vale a pena. Temos que ir com calma. Devagarinho.
É a vida. É assim. O importante é ter saúde. Isto é tramado, difícil. Sabes como é.
Já não tenho ilusões. Não quero é chatices. Estou bem assim. Com calma.

Depois encontro a C. na caixa do supermercado.
- Então rapaz, não te via há anos, dá cá um beijo.
- Pois é, pois é.
- Tens uma t-shirt muito gira, onde a compraste?
- Não sei... já não me lembro.
- Mas não te via há muito tempo.
- Pois, estou à onze anos em lisboa, sabes como é....
- Também estive em lisboa, a tirar um curso de fotografia. Mas o meu marido roubou-me o coração e voltei, por causa do meu filho.
- Claro, fazes bem.
- Sim, mas tu sabes que foi pelo meu filho, sabes o meu Q.I.
- ....
- Se não sabes, pelo menos imaginas. Eu ainda continuo com a fotografia. Mas fotografia artística. Como sempre foi, aliás.
- ....
- Bem, dá cá mais um beijo, gostei de te ver.
- Também eu, rapariga.

Saio do supermercado com três garrafas de tinto, duas com o nome escrito em braille, e uma tristeza profunda no coração.

segunda-feira, junho 25, 2007

O Estado do Mundo

Estado do Mundo 1
Este é o estado dos jardins da Gulbenkian, coberto de padrões vários a propósito do Forum Cultural Estado do Mundo.
Estado do Mundo 2

quinta-feira, junho 21, 2007

Provavelmente



é assim que muitas crianças vêem o mundo animal. Da Saatchi London.

a casa

constrói a tua casa

com ferro e pedra,

com pena e dor.

constrói a tua casa

como um forte,

para que não

venha nada mais.

constrói a tua casa

de pena e dor,

de ferro e pedra.

como um forte,

para que nada, nunca mais.

achas que sim?

terça-feira, junho 19, 2007

Nem Chen nem Cardinalli

Enquanto andam uns na demanda do que é original, novo e fresco, a tentar reinventar a roda, para outros, mais espertos e práticos, um lifting, duas marteladas contrafeitas e já está, temos ideia, temos identidade.

segunda-feira, junho 18, 2007

Multidão


Depois de feita uma pequena etapa do Camel Trophy e de descermos de corda até à praia, tivemos de aturar, não uma, não duas, não três, mas umas dezenas de gaivotas sem arcas frigoríficas, sem filhos, sem bolas a saltar, sem gritos tipo "Anda cá Vasco Manuel!", sem vendedores de gelados, sem bandeiras. Nada! Foi um aborrecimento, foi sim senhora.

segunda-feira, maio 28, 2007

Natureza Morta de Festa

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O optimista verá um romântico encontro na rua, talvez de dois vagabundos apaixonados.

O pessimista um encontro romântico fracassado, com as flores abandonadas e uma

garrafa que foi bebida em solidão junto a uma porta que não se conseguiu abrir.

quinta-feira, maio 24, 2007

Frase

A verdade é uma questão de fé.

quarta-feira, maio 23, 2007

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Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Vinicius de Moraes - Rio, 1942)

Acho que cheguei finalmente à idade em que vou começar a pensar em pensar na idade. O poema foi surripiado à Lady Stardust, a única mulher que se deita todas as noites com o Vinicius.

Quando o errado é mais correcto que o certo

"...eu sou temente a Deus e crente, na verdadeira ascensão da palavra."

ouvido na TSF, dito por um elemento de uma Romaria

segunda-feira, maio 21, 2007

alentejo em lisboa

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quarta-feira, maio 16, 2007

segunda-feira, maio 14, 2007

Melhor Cartaz




3 dias depois da entrega dos prémios do CCP, este cartaz lembra-me aquilo que eu sempre pensei sobre os Concursos de Beleza / Misses: as mais bonitas, nem chegam a concorrer.

sexta-feira, maio 04, 2007

A proposito do Sandokan

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e de almoços tão importantes, em sitios como este.

Entre a espada e a parede

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e agora?

quarta-feira, maio 02, 2007

Vodafone processada por Sandokan

O conhecido snack-bar de Santa Apolónia decidiu finalmente levar o caso avante e já pôs o seu advogado em contacto com as autoridades competentes e a própria Vodafone para exigir uma indemnização por plágio e danos causados à imagem deste marco gastronómico da zona. Zé Bandeirada, um habitué da praça de táxis em frente á estação de comboios de Santa Apolónia, garantiu a pés juntos (bem, a verdade é que não os conseguiu juntar muito, até porque já passava da hora do almoço) que a moral nunca mais foi a mesma ao balcão do Sandokan, a sandes de ovo passou a ter salmonelas e que muitos arrumadores passaram a importunar os clientes do snack-bar, pensando tratar-se de um covil de endinheirados cheios de gadgets e telemóveis de última geração. Contactados vários designers da Brandia Central, Musa Lab, Mola e também o desenhador de tipos Mário Feliciano, a opinião generalizada é que o símbolo da Vodafone se trata realmente de uma cópia clara e desavergonhada do "O" do Sandokan e que casos como estes deveriam ser levados, pelo menos até às penúltimas consequências. Telefonámos ainda aos escritores William Shakespeare e Clara Pinto Correia para comentarem este escandaloso plágio, mas ambos os atendedores de chamadas não disseram mais que um "BIP!".
Esperemos que este caso não caia no esquecimento e dê o exemplo a todas as marcas milionárias e agências de design que roubam aos pequenos para dar aos grandes (como aconteceu recentemente com o sorriso "amarelo" da EDP).

terça-feira, abril 24, 2007

Black Cloud

Black Cloud
"Drive one day less and look how much carbon monoxide you´ll keep out of the air we breathe."

Casa da Xiclet

Casa da xicletFrom Mandaca®

sexta-feira, abril 20, 2007

O Humanismo morreu! Longa Vida para o Humanismo!

Uma Teoria da consciência

"Na pré-história evolutiva, a consciência aparece como um efeito secundário da linguagem. Hoje é um subproduto dos média."

Simplesmente Ver

"Os outros animais não precisam de um propósito na vida. Contraditoriamente, o animal humano não pode viver sem ele. Não poderemos pensar que o propósito da vida poderá passar pela sua simples observação?"

- John Gray in Straw Dogs, Sobre Humanos e Outros Animais

terça-feira, abril 17, 2007

Casa-Trabalho 3







Armei-me em António Barreto e tirei várias retratos enquanto conduzia de casa até ao trabalho, da Graça até às Docas, sempre junto ao rio. As pessoas com quem me cruzei são na maioria velhos (a população activa já devia ter pegado ao trabalho), são avós com os netos, os sem-abrigos, um estranho casal (marido e mulher? mãe e filho? que abandona um táxi com ar de quem tem de se apresentar no tribunal) a adolescente que oferece o jornal Metro, o arrumador ressacado, os reformados que bebem um bagaço às 10h da manhã, um ou outro engravato atrasado para uma reunião e os desportistas saudáveis que correm junto ao rio. Quase todos tristes, não vi sorrisos, nãõ vi roupas coloridas. Lisboa não é branca, as pessoas carregam consigo e com os seus problemas uma palette pobre: castanho, sépia e cinzento, caras e cores deslavadas, descosidas e coçadas. A arquitectura está velha, com graffitis e mensagens semi-tribais feias e incompreensíveis. Mas Lisboa, neste retrato de passagem, está essencialmente entaipada, há tapumes de metal por todo o lado e por um tempo indeterminado que dura várias legislaturas. Eu adoro Lisboa, mas olhando para os retratos que tirei, Lisboa está adiada.

Casa-Trabalho 2





Casa-Trabalho 1





Sagmeister

O Sr.Sagmeister sacou (esta é a palavra, a condizer com a atitude) uma ideia para a nova identidade da casa da musica. Logo Generator. Pica cores de imagens e aplica a um poliedro não regular, semelhante à propria geometria da casa da musica. Uma evolução na continuidade da anterior.

Vou citar uma pseudo-citação do site do próprio Sr.Sagmeister: "Branding is overrated, outdated crap!"

Tudo dito portanto. Concordo com a citação,o branding é a nova "bolha tecnologia" da comunicação. Vai rebentar em... digamos... uns anos. Ou num futuro próximo. Ou tende para o rebentamento. Qualquer uma destas expressões - também muito em voga - serve.

Portanto o sr. Sagmeister acaba por dizer antecipadamente aquilo que eu queria dizer sobre a identidade nova da casa da musica.

Só é pena que quando são os locais a criar a identidade das coisas que lhes dizem respeito, tenham que andar a correr uns contra os outros em noitadas de concursos, quando não são, os senhores lá de fora são gentilmente convidados com todas as condições, em tudo iguais às dos paises design-orientados, para trabalhar.

Pelo menos o ego de quem os convida, pode ser inflamado, à custa do dinheiro de todos. E podemos ter portugueses felizes por poderem avaliar e decidir sobre o trabalho dos "criativos" estrangeiros".

terça-feira, abril 10, 2007

Orvalho em Goldra



Na parte de trás de um quintal de uma casa em Goldra, concelho de Loulé, um quadrado de erva, flores e orvalho é subitamente arrancado do seu habitat natural e exposto posteriormente num post.

Graça - Cabanas de Tavira



Encontrar um mini 28 em frente à Ria Formosa é o mesmo que encontrar a minha avó (faz hoje 97 anos!) num peep show.

Barril, Praia da



Ir à praia de mini-comboio é como ir de triciclo até Marte: não tem nada a ver, mas é lindo.

quarta-feira, abril 04, 2007

Balada da Planicie Montanhosa

Venham, venham,
Venham ver a vontade perdida a céu aberto.
A razão fugida de rédea mordida.
A alegria selvagem do precipicio.

O dia do sol posto, o amanhecer do luar.
O barco despido de velas arregaçadas.
O timbre do riso do descontentamento.

Venham, venham,
Venham ver a febre da seara caida.
A correria do sal para o rio.
A estupenda vontade da mulher soberba.

O perdido principe principiante.
O motor de prata do cavalinho de madeira.
O timbre do riso. Do riso do deslumbramento.

sexta-feira, março 30, 2007

Viagem elíptica







"Alice" de Bob Wilson e outros na Fundação Ellipse. Não aconselhável a pessoas alérgicas a algodão.