quarta-feira, abril 04, 2007

Balada da Planicie Montanhosa

Venham, venham,
Venham ver a vontade perdida a céu aberto.
A razão fugida de rédea mordida.
A alegria selvagem do precipicio.

O dia do sol posto, o amanhecer do luar.
O barco despido de velas arregaçadas.
O timbre do riso do descontentamento.

Venham, venham,
Venham ver a febre da seara caida.
A correria do sal para o rio.
A estupenda vontade da mulher soberba.

O perdido principe principiante.
O motor de prata do cavalinho de madeira.
O timbre do riso. Do riso do deslumbramento.

2 comentários:

Sr. Funesto disse...

Estou deslumbrado. Este teu arrazoado poético está no mesmo patamar da última cena de O Bom, o Mau e o Vilão.

Sr. Nefasto disse...

sempre quis escrever "soberba" e "estupenda"....