segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Gárgulas





Adoro estes monstros cuspidores de água. (Do b. lat. gargùla- garganta, «id.», pelo fr. ant. gargoule, «id.»)

4 comentários:

anita_vai disse...

Entre muitas manias de viagem, há uma que perturba bastante quem dela toma conhecimento (ou é obrigado a enfrentá-la sem qualquer aviso prévio). Visito cemitérios. Acho que a forma como os vivos cuidam dos seus mortos diz tudo sobre eles. Por isso, já pude contemplar belíssimas obras de arte em jazigos, campas, protecções e lápides. As gárgulas são sempre colocadas como guardiões de algo. Não consigo deixar de as achar enternecedoras.

Sr. Nefasto disse...

While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door
— Only this and nothing more."

The Raven, E.A.Poe.

Anónimo disse...

As gárgolas não têm a ver com cemitérios, mas sim serem os canais em pedra que escoam as águas das chuvas. Nas catedrais, a sua função menos nobre de verter águas por vezes sujas, dava toda a liberdade ao canteiro (artífice da pedra)que podiam verter em pedra figuras fantasmagóricas, hibridas em contraste com a imagens puras e belas do interior das igrajas e catedrais. São fantásticas em todos os sentidos.
O saber é muito bonito e as imagens idem aspas.

anita_vai disse...

:)
gosto sempre de aprender. Mas isso não invalida que alguns "artíficies da pedra" não tenham adaptado livremente estes animais aos locais que consideraram oportunos. Chama-se liberdade criativa.