sexta-feira, julho 15, 2005

O desígnio (pedimos desculpa pelo incómodo)

lixo
Entrada pela outra porta. Não há trocos. Saída ->. Multibanco fora de serviço. Não há impressos. Volto já. Empurrar. Avariado. Máquina à espera de manutenção.
Os sinais e avisos improvisados pelos empregados de serviço sempre me fascinaram. Vejam o guichet de venda de bilhetes de metro e, escrito à mão, a caneta bic azul, letra hesitante, está o aviso: não temos moedas. Onde é que está o tipo de letra oficial? O logotipo encomendado a uns especialistas de branding ingleses? As margens de segurança? As directrizes da marca? A assinatura? Não interessa. É preciso passar a mensagem e pronto. No caso desta fotografia aprecio especialmente a escolha do formato do cartão que contém a mensagem. É uma seta que aponta para o lixo. Simples e nada revolucionário, mas além da vantagem de reciclar a embalagem de uma base de chuveiro, funciona na perfeição.

2 comentários:

Edu Mendes disse...

Olhe que isso ainda vai muito mais longe:
http://www.iis.com.br/~cat/catalisando/2003-09-17_23h53_Placas_inacreditaveis.htm

Sr. Funesto disse...

Caro Emol, não era bem esse tipo de sinalética naif a que eu me estava a referir, mas obrigado pelo link. É sempre salutar saber até onde vai a capacidade humana de dar tiros nos pés. A verdade é que eu acho mesmo que este exemplo da foto é bom, eficaz e didáctico.