
batia com a cabeça na parede quando estava irritado, literalmente. Hoje em dia bato com a cabeça na parede a toda a hora, no sentido figurado. É a isto que chama "crescer"?
terça-feira, julho 26, 2005
Na minha infância
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O Despachante
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3:39 p.m.
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Desenho #26

Vamos lá caros sócios, isto não pode parar, ânimo!
Este boneco devia ter sido enviado para uma revista chamada Boca de Incêndio, mas o "Trabalho Obrigatório" não deixou. Melhor sorte para a próxima.
Estamos em época de balanço, avaliações e apresentação dos CHARTS do primeiro semestre de 2005, e não vejo resultados! Quero mais desenhos! Desenhos! Isso ou fotos de nús artísticos.
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Sr. Nefasto
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9:36 a.m.
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quarta-feira, julho 20, 2005
Hate is a good thing
Não, não vou falar do Grande prémio de Cannes. Já tudo foi dito sobre aquela maravilhosa direcção de arte. Fico contente que haja clientes sem medo da palavra "ódio", palavra odiosa e impensável para a maioria dos clientes. Não foi há muito tempo que me chumbaram headlines só porque tinham a palavra "não". Nem sempre a palavra "não" implica que estamos a ser negativos. Pronto já o disse.
Quero também desabafar isto: odeio a palavra "impactante", acho-a feia, de mau gosto, completamente jargão de vendedor de publicidade e, surpresa!, é uma palavra que não existe. Lanço um desafio para os accounts e demais defensores dos projectos alheios: vendam uma ideia sem esta palavra, verão que não ficarão coxos. Pronto também já o disse. Voltarei mais tarde a falar sobre palavras odiosas e bengalas de má qualidade.
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O Despachante
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2:36 p.m.
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sexta-feira, julho 15, 2005
O desígnio (pedimos desculpa pelo incómodo)

Entrada pela outra porta. Não há trocos. Saída ->. Multibanco fora de serviço. Não há impressos. Volto já. Empurrar. Avariado. Máquina à espera de manutenção.
Os sinais e avisos improvisados pelos empregados de serviço sempre me fascinaram. Vejam o guichet de venda de bilhetes de metro e, escrito à mão, a caneta bic azul, letra hesitante, está o aviso: não temos moedas. Onde é que está o tipo de letra oficial? O logotipo encomendado a uns especialistas de branding ingleses? As margens de segurança? As directrizes da marca? A assinatura? Não interessa. É preciso passar a mensagem e pronto. No caso desta fotografia aprecio especialmente a escolha do formato do cartão que contém a mensagem. É uma seta que aponta para o lixo. Simples e nada revolucionário, mas além da vantagem de reciclar a embalagem de uma base de chuveiro, funciona na perfeição.
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O Despachante
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2:30 p.m.
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Golden black & white

Meet Django Reinhardt, entre outros, neste site do fotógrafo William P. Gottlieb com fotografias da golden age do jazz.
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O Despachante
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11:20 a.m.
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quinta-feira, julho 14, 2005
Álvaro Cunhal, a sua irmã, o cardeal patriarca e os restantes clérigos.
Sempre que oiço um comunista - dos que são comunistas a vida toda, lutaram, foram presos e torturados - sinto uma estranheza muito grande. A mesma estranheza que sinto quando - muito raramente - encontro um padre com uma fé verdadeira e não com a velha lengalenga de seminarista com sotaque minhoto.
A coragem e a luta inabalável por um ideal é uma coisa que me comove, fala suave ao meu ouvido quixotesco. Mas quase sempre esta coragem e luta por valores estão associadas a um dogmatismo profundo e a uma incapacidade em questionar a coisa em que se acredita. Pois que quando analisamos racionalmente estas coisas é quase inevitavel concluír que não são como se vendem, nem salvarão ninguém, apenas alguns, apenas os do costume.
E então a minha admiração por estas pessoas diminui. Descrente de tudo, racionalista sempre, fico vazio de heróis, de ideologias e de fé.
Resta-me trabalhar para ganhar dinheiro e poder almoçar todos os dias no Painel.
Porque nas pataniscas, nos filetes e na cabidela eu acredito.
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Sr. Nefasto
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10:23 a.m.
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Candidato Vieira
Os palhaços são o espelho da sociedade.
O Sr. Vieira é o melhor palhaço de Portugal.
As suas criações são o melhor retrato do povo português.
O Sr.Vieira, multifacetado criador, é um digno discípulo do Sr.Bordalo Pinheiro.
Se a sua candidatura à presidência tivesse acontecido, este empedernido ateu e anarca tinha ido à igreja antes de ir votar. Votar no Presidente Vieira, claro.
Ontem no emproado Magazine d'a 2, a apresentadora mais afectada e afrancesada da TV disse em directo e no cumprimento do seu serviço público: "Ena pá 2000, 20 anos a pedalar na bosta".
Obrigado Sr.Vieira, este momento ficará para sempre no meu coração.
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Sr. Nefasto
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10:08 a.m.
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quarta-feira, julho 13, 2005
Personagens

Louison, Ben, Fred, Sailor Ripley, Travis Bickle, personagens de vários filmes que fizeram história e a que nos habituamos a tutear, desenhados de forma livre e original, mas facilmente reconhecíveis. Pelo menos para mim o "Manual de Instruções para Crimes Banais" é um filme histórico. Fez-me acreditar que uma boa ideia, um bom personagem e pouco dinheiro podem fazer maravilhas. Obrigado pelo link Sr. Garcia. Provocação para o Sr. Nefasto que agora anda a desenhar o que vê na tv: always draw good moves.
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O Despachante
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7:07 p.m.
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terça-feira, julho 12, 2005
La Vampirella

Vampirella nasceu em 1969 numa revista de magnifico preto e branco. Com as capas deslumbrantes do lendário Frank Frazetta, rapidamente entrou para a história da BD.
Muitos dos números publicados durante a década de 70 tinham a arte de Jose Gonzalez, outro nome grande da BD americana. Vampirella regressou em 1992 num formato Comic, estilo Gen13 e Spawn, demasiado encurralada nas cores do Photoshop. Mas as vampiras nunca morrem e os álbuns dos anos setenta continuam a superar em muito a actual frieza e desleixo digital.
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Sr. Nefasto
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2:54 p.m.
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segunda-feira, julho 11, 2005
Something fishy
Este Meco, não foi Meco, foi Tejo. Este Meco foi o primeiro que perdi e pelo que me disseram não perdi muito. Muito cheiro a peixe, poucos músicos, pouca emoção, pouca escolha. Muita doca, pouca pesca. O primeiro ano com Herbert às quatro ou cinco da manhã, isso sim, memorável. Ou há 3 anos com Kings of Convenience no auge, Badmarsh and Shri ao rubro e tanto, tanto por onde escolher. Ou mesmo o ano passado novamente com Herbert, Bjork e DJ Patife. Enfim o que é bom não dura para sempre. Meco is dead. Long live Meco.
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O Despachante
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12:10 p.m.
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sexta-feira, julho 08, 2005
Linguado com paradoxo
Queria partilhar o nome de uma doença que pode afectar a língua dos mais incautos: Glossite Rombóide Mediana.
E queria aproveitar para pedir desculpa aos nossos visitantes mais puritanos (esperam que sejam poucos) para o facto de o Sr. Nefasto ter apresentado um nu frontal sem qualquer aviso ou advertência. Não temos a ambição de ser generalistas, mas sabemos que há quem visite o nosso honesto blog em repartições públicas, terrenos camarários e ministérios. E não, não queremos o Estado no nosso encalço. Já basta o IVA e os seus amigos. Por estas e por outras é que o Sr. Nefasto se quis redimir com um pouco de branco que limpasse a sua consciência negra e cheia de referências ao belo (vulgo: corpo feminino desnudado). No fundo, este pedido de desculpas é indesculpável.
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O Despachante
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11:09 a.m.
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quinta-feira, julho 07, 2005
terça-feira, julho 05, 2005
Storm

Continuo a viagem pelos meus desenhadores de culto.
Don Lawrence (Donald Southam Lawrence, nasceu em Novembro de 1928 em Londres e morreu
em Dezembro de 2003.
Quando saiu da escola e decidiu ser desenhador, Don comprou alguns comics de cowboys, redesenhou-os e foi procurar emprego nas editoras. Acabou por passar quatro anos a desenhar "MarvelMan", uma espécie de Capitão Marvel inglês.
Nos anos 60, Don já um artista conhecido, é convidado a desenhar "The Rise and Fall of the Trigan Empire". Uma época de prazos apertados, comportamento irresponsável, muitas mulheres e álcool (Estes artistas irresponsáveis são demasiado recorrentes nas minhas preferências).
Após desentendimentos com os editores ingleses parte para a Holanda onde começa a sua maior obra: Storm. A história de um astronauta que numa viagem à mancha vermelha de Júpiter viaja no tempo e regressa à terra noutra época, da qual tenta desesperadamente escapar. Mas sempre acompanhado de uma bela ruiva chamada Carrots (pois bem...) que é constantemente raptada e ameaçada. O que permite a Storm ser como um cavaleiro andante, sempre corajoso na defesa da sua dama.
Procurai, pois, os livros deste senhor. E sereis muito mais felizes.
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Sr. Nefasto
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9:48 a.m.
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sexta-feira, julho 01, 2005
Time, it is Time

A Time, a prestigiada Time saiu à rua e pôs questões.
Mais detalhes em Wooster Collective.
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O Despachante
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6:08 p.m.
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terça-feira, junho 28, 2005
Monster ball

"Basil Wolverton was born in 1909, so when comic books began to look for original material in 1936, he was ready and willing." Os desenhos de Wolverton, especialmente os das histórias de horror ou sobre o tema do Apocalipse são de uma modernidade assinalável. À medida que se vai descobrindo mais trabalhos deste homem é fácil ficar fascinado. Segundo me disseram, esta mulher presente na capa da Mad foi considerada a mais feia de todas as presentes na internet.
Mais monstros?
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O Despachante
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6:45 p.m.
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Bad babes
Na senda de "Faster, Pussycat! Kill! Kill!"
More babes, retro babes. Obrigado aos links do Zombie.
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O Despachante
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6:28 p.m.
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sexta-feira, junho 24, 2005
HAL
Foi já há uns tempos, no Indie Lisboa, que vi o último filme de Hal Hartley, filme que não chegou a ter distribuição no circuito normal. Virá a caminho? Não sendo um "Trust" ou "Amateur" não deixa de ser claramente um filme que foge às eternas tipologias estanques dos filmes mais recentes. The Girl From Monday é uma assumida ficção científica, sem grandes efeitos futuristicos, aqui o sexo é uma moeda de troca e os extraterrestres são iguais a nós: neuróticos.
Espreitem o site das Suicide Girls para ler a entrevista com Hal.
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O Despachante
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6:31 p.m.
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quarta-feira, junho 22, 2005
Shit culture

Lanço aqui um desafio: não leiam na casa-de-banho, façam como o Nuno Duarte. Todos os momentos são bons momentos para desenhar.
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O Despachante
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1:44 p.m.
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terça-feira, junho 21, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
Beach culture

Sim, é verdade, é bom desenhar na praia. Há muitos modelos (alguns nus), as posições costumam manter-se estáticas durante algum tempo e conseguimos ter perspectivas desafiantes. Sim, é verdade, regressei hoje de férias.
Obrigado Paula.
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O Despachante
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5:36 p.m.
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Erwin Wurm à procura da bomba

Uma das melhores descobertas que fiz ao clicar aqui e ali em sites, links e afins, aconteceu há cerca de 2 anos e chama-se Erwin Wurm. Transformei-me num fã imediato ao ver as fotografias que este artista austríaco faz para imortalizar as suas One Minute Sculptures e outras séries de fotografias onde encena o insólito em cenas com pessoas normais e cenários naturais (apartamento, ruas, mercados) mas com soluções que apelidaria de “seriamente ridículas”.
Ontem fui ao Museu do Chiado para ver a exposição da LisboaPhoto e voltei a deparar-me com o Sr. Wurm, agora sim, no ambiente expositivo, com fotografias de tamanho decente e encenações das esculturas realizadas pelos próprios visitantes da exposição. Portanto, para quem gosta de explorar o insólito e quer ter um cheirinho de ridículo salutar (protegido pela aura da Arte) aconselho, quase seriamente, a experienciar a exposição e conviver alegremente com duas embalagens de produtos de limpeza, segurar sobriamente uma cadeira, enfiar uma mala na cabeça, encostarem-se na vossa companhia separados por três panos esponjosos de levar loiça e deitarem-se no chão com a cabeça apoiada numa mesa baixa. Levem máquina fotográfica ou paguem 1€ para ter uma polaroid tirada por um dos simpáticos senhores que andam por lá a ler uns livros.
A foto pertence à série "Looking for the Bomb".
Mais Wurm aqui.
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O Despachante
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2:11 p.m.
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Valentina

Guido Crepax nasce em Milão no ano de 1933, com apenas vinte anos e ainda estudante de arquitectura desenha a capa do disco de Fats Waller. Em 1965 é o primeiro autor italiano a colaborar com a revista Linus. Valentina, a fotografa, nasce em 1968, ano em que desenha a personagem Dunlopella para os pneus Dunlop. Depois de Valentina, cria a Belinda, a Anita, a Bianca e a Giulietta. Heroinas dos sixties, filhas do LSD, mulheres modernas e mundanas.
Corram para o alfarrabista mais próximo e roubem, se for necessário, aquele album de Crepax que está escondido no fundo da mais oculta estante.
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Sr. Nefasto
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2:09 p.m.
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terça-feira, junho 07, 2005
Diálogo sobreouvido*
*(overheard)
- Não me leves a mal. - Diz ele.
- Eu nunca levo nada a mal. Esse é que é o problema. – Diz ela levando a mal.
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O Despachante
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6:08 p.m.
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sexta-feira, junho 03, 2005
quinta-feira, junho 02, 2005
Druuna
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Luis Mileu
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4:34 p.m.
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Tipos de Chumbo
Eu quero! Venham de lá esses cadernos de desejo que aparecem em tudo o que é notícias, mas não aparecem realmente.
http://www.serrote.com/
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O Despachante
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3:50 p.m.
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An apple a day

Quando era pequeno gostava de ter tido professoras assim. Quando for grande gostava de desenhar professoras assim.
Tirado daqui.
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O Despachante
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3:47 p.m.
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terça-feira, maio 31, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
Bettie

Parece que agora anda tudo numa de fetiches e que uma Dita senhora voltou à carga com os seus shows de pin-up bem comportada. Digo-vos umas coisas como resposta: a Dita senhora é uma cópia moderna da grande pin-up dos anos 50 - Bettie Page, segundo www.ozombie.com estão a iniciar a produção de um filme sobre a vida da Bettie, se espreitarem as fotos fetichistas da Bettie poedrão ver que vivemos um processo de retrocesso, e uma pin-up/stripper nunca, mas nunca, deve parecer/ser bem comportada.
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O Despachante
às
5:32 p.m.
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Rich, Richer, Richest

"There's a new sport in the west: getting rich.
A lot of us participate.
Many are training hard. Who can do it the fastest?
The richest people are often depicted as big heroes in business magazines.
Money is hot.
Investing a must.
There are no limits.
Now, we don't want to judge this money fever, but sometimes it is good to realise that somewhere else in this world there are people playing a different game: surviving.
They participate in three categories: poor, poorer, poorest.
These are the people that we help.
HOW BIG IS YOUR WORLD ?"
Infelizmente cada vez faz mais sentido o conceito utilizado neste trabalho pela agência Holandesa Kesselskramer para a Organização Humanitária Novib.
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Luis Mileu
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2:59 p.m.
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terça-feira, maio 24, 2005
Chaparro
O pavilhão de Portugual na Expo2005, no Japão, tem uma espécie de escultura em cortiça. A cortiça foi retirada de um sobreiro em Portugal, numerada e reconstruida sobre uma estrutura artificial no Japão. Não se podia levar a árvore, porque não sobrevivia. Os sobreiros em Portugal também não sobrevivem, entre os que morreram no Alqueva por causa de uma quota idiota, os que ardem todos os verões e os que são cortados por conta da especulação imobiliária da máfia partidos/ politicos/ bancos/ contrutores, não nos resta muito para mostrar. O sobreiro (Quercus Suber para os latinos) deveria ser tão importante para os portugueses como o carvalho foi para os bretões.
Mas que raio de ideia é mandar um fantoche de sobreiro para o Japão? E que raio de ideia é fazer packs com o galo de Barcelos? Parece que os japoneses adoram o nosso simbolo túristico criado pelo Estado Novo.
A todos, um grande, sincero, bordalesco e belo manguito! Toma!
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Sr. Nefasto
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11:43 a.m.
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Monkey business
Eu sou suspeito porque, ahn... quando era pequeno preferia o Mil Imagens ao Topo Gigio. Se querem ver grandes frases publicitárias ou slogans políticos façam um passeio a pé entre o Mercado do Loureiro (grande espaço de animação no Santo António) e o Chapitô. São tantas as pérolas que dava para abrir uma joalharia. Foto de Luís Moreira.
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O Despachante
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10:36 a.m.
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Happy Birthday Penguin
Eu sou suspeito, porque nasci nos anos setenta e porque, ahn..., porque visto de perfil e ao longe pareço um pinguim, mas a verdade é que eu adoro a editora inglesa "penguin" que fez agora 70 anos e editou setenta livros emblemáticos com capas fervilhantes de boas ideias gráficas de autores borbulhantes de palavras certas, umas a seguir às outras. A Penguin inventou o livro de bolso e sempre apostou numa grande variedade de design. Espreitem os setenta livros ou a edição dos clássicos ou os policiais, praticamente todos os livros apelam aquilo que os livros devem apelar: devorem-me!
Originally uploaded by Sr. Funesto. http://www.penguin.co.uk
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O Despachante
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10:31 a.m.
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segunda-feira, maio 23, 2005
Nem todos os portugueses
Nem todos os portugueses são católicos, nem todos os portugueses são do Benfica.
Nem todos são Majores, nem todos são políticos, nem todos negoceiam em marfim e diamantes. Nem todos os portugueses têm contas na Suiça, nem todos têm dupla nacionalidade, nem todos têm advogado.
Nem todos os portugueses têm carro oficial, nem todos os portugueses aparecem na televisão. Nem todos fazem plásticas, nem todos têm emprego. Nem todos são empresários, nem todos são relações públicas. Nem todos são Comissários Europeus, nem todos têm acções do Benfica. Nem todos têm sacos azuis, nem todos têm aquecimento central, nem todos têm seguros de saúde, nem todos têm contratos.
Nem todos, nem todos. Nem todos os portugueses vão a Fátima, graças a Deus.
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Sr. Nefasto
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3:08 p.m.
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quinta-feira, maio 19, 2005
Capcom
De todas as coisas belas sob o céu, os desenhos japoneses estão nos primeiros lugares. Mesmo que saturados de tanto sushi e criatividade oriental, sabe sempre a ginjas - no oriente deve ler-se lichias - ver os desenhos da Capcom (outra das editoras de jogos que me impede de ficar velho) e sonhar com o dia em que vou desenhar assim.
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Sr. Nefasto
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10:21 a.m.
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quarta-feira, maio 18, 2005
Have you seen this man?
.
Paulo, viajante, oito meses sem parar. Por aqui engole-se em seco num misto de inveja e admiração. Até já.
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O Despachante
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1:09 p.m.
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quinta-feira, maio 12, 2005
Post sem imagem ou "POR QUEM DOBRAM OS SINOS?"
Sempre gostei deste título. Ainda não tinha lido o livro do Sr.Hemingway e já gostava.
Por quem dobram os sinos? Perguntava sempre quando, em pequeno, ouvia o sino da igreja ao fundo da minha rua tocar. Tocam a finados. - respondia a minha mãe - Morreu o velhote da rua "Da d'mestre". E aí reside a importância da pergunta. Os sinos tocam, dizem se é por morte ou por casamento. Mas não dizem por quem.
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Sr. Nefasto
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4:59 p.m.
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segunda-feira, maio 09, 2005
Big Bad Nigger from Bronx?
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O Despachante
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4:35 p.m.
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terça-feira, maio 03, 2005
Russ Meyer's Faster Pussycat Kill! Kill!
Linda tries to play
nice with the pussycats
Linda:
"I'm glad you're here. Would you like a soft drink?"
Rosie:
"You gotta be kiddin'. A soft drink she say!
Honey, we don't like-a nothing soft. Everything we touch is HARD!".
Superar o Sr.Crumb é uma missão difícil, quase impossível. Apenas Meyer está à altura.
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Sr. Nefasto
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1:38 p.m.
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segunda-feira, maio 02, 2005
Manga
Em 1702 Shumbolo Ono uma das primeiras estrelas do Manga tornou-se popular com uma série de livros que contavam histórias da zona dos prostíbulos. Estes livros conhecidos ukiyo-e encontram-se na génese da arte sequencial japonesa.
O termo Manga foi criado apenas em 1815, pelo artista Hokusai, que viveu entre 1760 e 1849 deixando mais de 30.000 trabalhos. Foi ele o autor de uma muito famosa e usada gravura "A Grande Onda". Manga deriva das palavras man que significa "apesar de si mesmo" e ga que significa "imagem".
Três séculos depois, o mesmo período desenhado por Shumbolo Ono pode ser encontrado na magistral graphic novel "A Lenda de Kamui", cuja história de dois ninjas renegados que no fino fio da espada confundem e são confundidos pelo amor, o ódio e a traição é uma das melhores introduções possíveis ao mundo da BD Japonesa.
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Sr. Nefasto
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4:11 p.m.
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Lone Wolf and Cub
Lone Wolf and Cub de Goseki Kogima e Kazuo Koike (Dark Horse Comics, 28 volumes, à venda na BD Mania)
Para quem ainda não é um iniciado, Lone Wolf and Cub é uma epopeia ao estilo dos Lusíadas, mas com uma grande vantagem: é reader friendly.
A história é a seguinte: vítima de uma intriga maquiavélica, urdida por um clã rival, um samurai é banido da corte de Edo e fica condenado a errar de terra em terra, acompanhado pelo seu filho de 3 anos. Sem um senhor por quem possa lutar e morrer – a honra máxima a que um samurai pode aspirar -, a sua vida deixa de fazer sentido.
Perseguido sem tréguas, ele é obrigado a percorrer um Japão medieval em transformação que, se, por um lado, ainda valoriza a pureza do Bushido – o rígido código de honra dos samurais –, por outro, já percebeu que para evoluir, vai ter de abdicar dele.
É numa terra em mutação, plena de contradições, de contenção máxima e explosão extrema, de reflexão e destruição, de espadas de ferro e armas de fogo, que se movem Ogami Itto e o seu filho, executando assassinatos a troco de dinheiro, cortando os torsos de inimigos e desconhecidos, com golpes perfeitos de destreza suprema, página após página, cadáver após cadáver. Eles são uma espécie de últimos dos moicanos, um lobo solitário e a sua cria, desgarrados da alcateia, os últimos exemplares de uma certa ideia de Japão idílico, que há muito deixou de existir.
Ao longo de 9.000 páginas – leu bem, nove mil páginas –, que começaram a ser publicadas no início dos anos 70, Goseki Kogima e Kazuo Koike conduzem-nos ao encontro de uma nação admirável, pontilhada por centenas de pequenos episódios que nos permitem descobrir a fortíssima relação entre pai e filho, pautada por um implacável código do Bushido que se sobrepõe a qualquer laço familiar, mas ao mesmo tempo e paradoxalmente, serve para fortalecer cada vez mais os laços que os unem.
O que mais impressiona nesta saga é que, embora os episódios espelhem sempre a serenidade brutal da vida de um ronin – samurai sem amo –, nunca ficamos com a sensação de eles se repetirem e, a cada novo episódio, absorvemos sempre um pouco mais da maneira de ser de um povo radicalmente diferente do nosso.
Texto de Ricardo Miranda / Desenho de Frank Miller
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O Despachante
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1:07 p.m.
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O nome da coisa que já não existe.
O determinismo deixa-me nervoso. Não quero nem por um momento acreditar em tal coisa. Mas a forma como os erros se repetem, como a ignorância - de espécie já conhecida - se multiplica e surge uma e outra vez como que para nos demonstrar que é fado humano o gosto pelo uso da força, o amor à exploração do homem pelo homem e a paixão pelos fanatismos colectivos.
Hoje é a vez de Timor nos lembrar desta condição humana.
http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/103576.html
Reparai como não escrevo de forma directa sobre o tema propriamente dito. Assim, como os maçons, escuso-me a falar de política ou religião. Que, como se sabe, são como a miséria - adoram companhia.
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Sr. Nefasto
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10:52 a.m.
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