sexta-feira, setembro 30, 2005

From Bica to Melbourne

bica
This is not easy going, it's an ozzie going.

Politians strike me as ridiculous people

candidato

quinta-feira, setembro 29, 2005

Vocês sabem lá


Depois de deambularmos por Alfama chegámos, cedo.
O cicerone/cantor estava à porta de mãos a tremer. “Estamos à espera de uns amigos, não vamos entrar já.” – dissemos. “Pois, eu também estou à espera de um colega para me ir comprar cigarros.” “Nós vamos lá.” E assim fomos com as moedas tremelicantes que nos deu para a mão. É bom constatar que na grande cidade (para ler com um tom sarcástico) ainda há pessoas que confiam em aparentes desconhecidos. Depois de umas quantas garrafas de vinho e várias escolhas falhadas de pratos, depois de vários conhecidos artistas (Mena Sobral, Manuel Tony e outros convidados), depois de o cicerone dar várias lições de firmeza na voz, capturei-o assim, respeitoso e sereno, a este Dragão de Alfama.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Feed-Back

scars

Frase do Briefing II

"O nosso interlocutor é pouco seguro e pretende ter uma boa proposta ao menor preço."

Frases do Briefing I

"Impactante do ponto de vista do design e dos materiais a utilizar (importante: a identidade ... é prata)"

terça-feira, setembro 27, 2005

Cartridge

Antes do iPod e dos mp3, antes dos Discman e CD's, antes das cassetes, autorádios e tijolos de ombro, nos finais dos anos 60, os vinis viviam em união de facto com estes objectos.
Obrigado Sr. Moreira pelo objecto e foto.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Lavar os olhos


Estou muito triste com aqueles entre vocês que não foram ao museu do Chiado ver e ser as "One Minute Sculptures" do sr. Erwin Wurm. Muito mesmo.

Zapping de coisas sobreouvidas

“Para poder investigar causas de impotência investigadores criaram uma tinta verde fluorescente para o esperma.”

“Médicos vão escolher primeiro doente para transplante de cara.”

“Quando a conversa aumenta de interesse, o nível baixa.”

Partilha

A Fátima está em liberdade, uma das poucas pessoas que desejo ardentemente ver encarceradas.

O Sr. Dr. Paulo Macedo envia-me esta carta para a conta do Hotmail (serei inconsciente?)
"Ex.mo(a) Senhor(a): A DGCI disponibilizou na sua página da Internet (www.e-financas.gov.pt), duas novas funcionalidades, de que gostaria de lhe dar conhecimento:
1. – A CONSULTA DE DÍVIDAS EM EXECUÇÃO FISCAL E O RESPECTIVO PAGAMENTO.[...]
2. – A CONSULTA DOS PROCESSOS DE CONTRA-ORDENAÇÃO POR INFRACÇÕES FISCAIS, BEM COMO O PAGAMENTO DAS RESPECTIVAS COIMAS.[...]

O Director-Geral dos Impostos, Paulo José Ribeiro Moita de Macedo."

quarta-feira, setembro 21, 2005

Num Solar assim

solardosbicos

Num Solar assim, numa noite Destas, o mendigo Tal veio ter comigo como sempre.
Numa cortesia ensaiada pediu-me um cigarro, por favor.
Num sorriso mais de mim do que para ele estendi-lhe o cigarro.
Recebi um "Merci bien", porque para o mendigo Tal eu já podia ser um francês qualquer.
Afastou-se com o seu sobretudo preto e o seu panamá branco,
foi meter conversa com os ingleses do lado. "Bon Soir my dears, do you have fire?".
Bem podia ser um Lord que bebeu demasiado gim no fim de tarde e rebolou pelo campo de críquete.

Peço outra cerveja. Podia pedir mais outra e outra mais.
Para me ir sentar ao lado do mendigo Tal.

Esta estranha familiaridade, como se fosse um daqueles clientes de sempre,
da mesa marcada e prato do dia.

O mendigo Tal passa de novo, como se fosse a primeira e sempre a mesma vez.
O empregado traz mais outra cerveja que ainda não pedi. Mais ia pedir.


Acendo o Cigarro. Igual ao anterior e ao seguinte.

Tavira em itálico

Tavira

E como não há coincidências aproveito para saudar a chegada dos nossos novos vizinhos do lado. Partilhamos inclusive o patamar.

Diagonal 2

ilha de Tavira

Desenho diagonal

Ilha de Tavira 2

Uma despedida do Verão, desenho feito às 18h30 do dia 7 de Junho de 2004.

Terrorismo ou golpe de misericórdia para com o banal?



Como calculo que os nossos ilustres visitantes ainda não tenham explorado com a devida atenção os links que dispusemos aqui do lado direito, aqui vai um cheirinho de bom terrorismo visual.

terça-feira, setembro 20, 2005

Vingança objectiva

- No outro dia não gostei da maneira como me trataste num sonho. Estamos de relações cortadas.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Experimenta? Qual Experimenta?

Experimenta é uma revista sobre a cultura do projecto: desde a ideia geradora e o seu contexto até à produção definitiva e à sua influência na sociedade. Apresenta-se como um projecto comum entre designers, leitores e empresas do mundo do design. Tem secções fixas como o "Observatório", onde se examinam as novas tendências e novidades, "Documentos" como contribuições teóricas dos principais nomes do design, da crítica de design e da estética, e "Perfil" uma monografia sobre o percurso de um designer ou de um atelier de design. Existe desde 1989 e foi fundada em Madrid.

A outra Experimenta existe desde 1999 e é uma Associação Portuguesa. Tenho entre outras maravilhas "experimentais" esta última história:

EXD05, Exposição na Estufa Fria, domingo - 1º dia após a inauguração - 5h da tarde, à porta informo o porteiro ao que ia: “Venho ver a exposição da Experimenta”, ele responde: "Claro, mas tem que pagar a entrada, são 1.5euros por pessoa", "Está bem". Dois longos minutos depois, e porque conhecia a Estufa Fria, já que nenhuma indicação no interior nos levava até à exposição - isto deve ser Design do moderno - chego à entrada. Desde dentro um segurança faz-me sinais de fechado. Mas que é isto? Bato à porta, obrigando o segurança a mexer-se e a abrir a boca: "Está fechado.", "Desculpe?", "Já lhe disse, está fechado, temos que fechar 30 minutos antes para desligar os computadores", "Mas na entrada venderam-me o bilhete...", "Não tenho nada com isso".
Um minuto mais tarde - que irritado ando mais depressa - estou na portaria.

"Nós aqui não sabemos de nada, nem sequer temos um programa para informar as pessoas, não sabemos qual é o horário", "Mas neste cartaz gigante e masturbatório sobre a porta não vem o horário?", "Não."
Entretanto chega um rapaz - voluntário, seguramente - que diz: "Pois, lamento, nós não dissemos nada, mas ninguém nos disse nada."...

Enfim, nem me apetece continuar com isto.
Não vou voltar a falar nesta gente, nos seus centos de convites para os seus centos de festas, das exposições de coisa nenhuma que vão a lado nenhum, nunca mais.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Filosofia oriental

- JÁ REPARASTE COMO AS PESSOAS TENTAM SEMPRE FAZER DUAS COISAS DE UMA SÓ VEZ? FALAM AO TELEFONE ENQUANTO CONDUZEM, VÊEM TV ENQUANTO COMEM, OUVEM MÚSICA ENQUANTO TRABALHAM. AS PESSOAS NÃO SE DEDICAM A UMA SÓ COISA PARA A SABOREAREM OU FAZEREM-NA BEM.
- ESTÁS A DAR CABO DA MINHA CONCENTRAÇÃO. (DIZ HOBBES A DORMITAR NUM TRONCO DE ÁRVORE)
- NÓS DEDICAMO-NOS A NÃO FAZER NADA!

Enquanto lia esta tira do Calvin, atravesso a rua e um carro quase me atropela porque o condutor lutava com um macaco de nariz.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Sink


sink
Originally uploaded by BlueCin.


"Drama is life with the dull bits left out."

Sir Alfred Hitchcock

Mas caro Sir, o enfadonho pode ser fascinante, por exemplo: adoro este simples e banal lavatório.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Johnny Cash, part II

I was about nine years old and I was watching the TV with my mother and father. This was in the town that I grew up in Victoria, Australia. Anyway, The Johnny Cash Show came on...the first time on Australian television. At this time I had no real concept of what music was about, or even that it particularly interested me. The show started off with Johnny Cash's back to you, silhouetted, and then he'd swing around, look into the camera, and say, "Hello, I'm Johnny Cash," and then off he goes, you know, the man in black. I remember that very, very clearly, because it was the first time that I saw, what was to be the forbidden side of rock and roll. It was my first taste of the outlaw in rock music, and I suddenly took an interest in rock and roll music. Before that I was listening to the Tijuana Brass, you know, "Spanish Flea", stuff like that. I still had a child's view of music. So I guess you could say that Johnny Cash broke my cherry. What I thought at the time, as a kid in short trousers, was that I saw something evil in music, and that had a huge effect on me. So all through my life - all through my growing up, through my teens, through punk music, through the music I make now, Johnny cash has always been there.
—Nick Cave

The Man Comes Around

There's a man going around taking names
And he decides who to free and who to blame
Everybody won't be treated all the same
There'll be a golden ladder reaching down
When the Man comes around

The hairs on your arm will stand up
At the terror in each sip and in each sup
Will you partake of that last offered cup?
Or disappear into the potter's ground
When the Man comes around

Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling, voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come

And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks

Till Armageddon no shalam, no shalom
Then the father hen will call his chickens home
The wise man will bow down before the thrown
And at His feet they'll cast their golden crowns
When the Man comes around

Whoever is unjust let him be unjust still
Whoever is righteous let him be righteous still
Whoever is filthy let him be filthy still
Listen to the words long written down
When the Man comes around

Hear the trumpets, hear the pipers
One hundred million angels singing
Multitudes are marching to the big kettledrum
Voices calling and voices crying
Some are born and some are dying
It's Alpha and Omega's kingdom come

And the whirlwind is in the thorn tree
The virgins are all trimming their wicks
The whirlwind is in the thorn tree
It's hard for thee to kick against the pricks

In measured hundred weight and penny pound
When the Man comes around.

Johnny Cash, AMERICAN IV: The Man Comes Around.

e

"e tratava das tarefas domésticas como se eu não existisse, ou fosse da casa, o que dá no mesmo."

Chico Buarque - Budapeste

terça-feira, setembro 13, 2005

Desenho sincronizado

godiva_LR

Durante 10 minutos eu e o Mr.Crumb estivemos - muito provavelmente - a pensar no mesmo.
Que grande privilégio.

Sem saida

pink

Temos aqueles espelhos nos cruzamentos e entroncamentos. Para ver quem vem lá, para ver o caminho que se esconde depois daquela esquina mais apertada. E temos outros espelhos que apontamos para o futuro mas que não reflectem nada, não mostram nenhum caminho.

Damos nomes inteligentes a esses espelhos. Fazemos cartazes a fingir que compreendemos os nomes inteligentes, como se fossemos tão inteligentes como os nomes que temos.
Mas é tudo uma casca, uma película aderente de curta duração. Depois as mesmas pessoas com as mesmas conversas, para mais beberetes e fotografias nas revistas.

Que asco.

segunda-feira, setembro 12, 2005

jacarandá

jacrandá
Não sei como é que foi possível. Tenho mesmo dificuldades em encarar-me. Como é que eu pude deixar passar em claro um dos acontecimentos mais marcantes de Lisboa? Que desleixo o meu só agora dar espaço neste canto escuro às árvores que salpicam a cidade de lilás e tornam peganhentos os passeios. Foto tirada em Junho a partir de uma janela do bar do Chapitô.

Verdete

morris

sexta-feira, setembro 09, 2005

Empenas


'Suburban Bliss'
Originally uploaded by AnkevandenBerg.

São tantos os casos em que a destruição é bela que talvez nos devessemos preocupar. Talvez.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Ashes to ashes

This Fire

Eyes
Boring a way through me
Paralyze
Controlling completely
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns

This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control
Then i
I'm out of control
And i burn

Eyes
Burning a way to me
Overwhelm
Destroying so sweetly
New
There is a fire in me
Fire that burns
Fire that burns

This fire...

Franz Ferdinand

No passado dia 28 de Agosto o Festival Lisbon Soundz misturou Bunnyranch, Jimmy Chamberlin Project, Mogwai e Franz Ferdinand com o cheiro a peixe da Docapesca. Dos primeiros não reza este post, ainda era muito cedo; o segundo, projecto do ex-baterista dos Smashing Pumpkins confundiu tudo: música com ruído e público dos smashing com público dele; os terceiros foram demasiado bons para todo aquele ar livre, mas bons; os quartos foram figuras-espectáculo com tudo pensado ao milímetro para, um dia, daqui a pouco tempo, serem percepcionados como super-estrelas da música. Tão pensado que nem cantaram um dos seus hits “This Fire” por respeito a um pais assolado pelos incêndios. Ninguém haveria de se preocupar com a ironia da letra, mas foi atencioso. Até porque a letra fala de uma cidade a arder, segundo li é uma referência ao clássico “Margarita e o Mestre “ do escritor russo Mikhail Bulgakov, onde a personagem principal incendeia Moscovo. Já agora e para dissipar quaisquer dúvidas, nenhum dos membros da banda se chama Franz, o nome foi roubado ao arquiduque da Áustria Franz Ferdinand Karl Ludwig Joseph, cujo assassinato em Sarajevo desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Ah, e o raio da música não me sai da cabeça.

Hipóteses



Se ponderasse fazer uma tatuagem ao mesmo tempo que pusesse a hipótese de mudar de sexo era isto que eu quereria.

terça-feira, setembro 06, 2005

A paisagem repetida

Clássico2
Oliveiras e mais oliveiras e os sobreiros do costume com ceroulas vermelhas acima da cintura. Há uma planície praticamente inalterável enquanto se vai intervalando várias terras e terreolas com o banco de imagem de fundo, Marvão, Portalegre, Sousel, Avis, Casa Branca, Cano, Água Todo o Ano, Domingão, Cansado. Tanta ironia nestes nomes, demasiada. Desconfio da arrumação, desconfio quando tudo está direito,
não é natural.

La Barbe au Papa

barbeaupapa

A relação nome-objecto é muitas vezes fruto do acaso, escapando às apertadas malhas da filologia. O "Algodão-doce" em francês chama-se "Barba do Papá", isto é bizarro. Não consigo comer algodão-doce em França, lembro-me logo do pérfido avô da Heidi.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Brinhol

brinhol1

Sempre gostei de feiras. Têm neons, lâmpadas fluorescentes, incandescentes e intermitentes. Cheiram a minis e bifanas, a pipocas e algodão doce e acima de tudo têm Brinhol.
Claro que quêm não é do sul não faz a menor ideia do que é o brinhol. Ou do que são as pipas.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Acabou

Acabou
Quando terei coragem para me lançar no escuro à procura da geada fria, a mesma que me refrescava as mãos naquelas madrugadas das férias de Natal quando interpelava o meu avô para mais uma viagem nos campos atrás das ovelhas. E com os pés gelados de tanto salpicar nos riachos de poejos lhe perguntava uma vez mais: Até onde é que vamos avô? - Vamos só até ali à frente. Mas até onde avô? Não me quero ir já embora...

Cogumelos da Gràcia

Cogumelos
Não são comestiveis, nem venenosos e dão muita alegria a este bosque de betão.

Depósito no banco

Clássico
Porquê fotografar os clássicos? Porque nos apazigua o espírito saber que aquele típico enquadramento, aquela típica paisagem, aquela típica vivência ainda sobrevive algures perdida ao virar de uma curva para ser constantemente redescoberta até ao dia em que será só a memória de uma paisagem destruída, existente apenas num banco de imagem.

segunda-feira, agosto 29, 2005

La Griffe

sympa

Nem todas as pessoas compram na Place Vandome.

Le Goles

cuir

Para a composição de cores nos brasões, a heráldica estabelece o emprego de reduzida quantidade de tintas. As tintas, denominadas esmaltes, são divididas em 3 grupos: metais(ouro e prata), cores (goles/vermelho, bláu/azul, sinople/verde, sable/preto e púrpura) e peles (arminho, veiro, contra-armarinho, contra-veiro, arminhado). Os esmaltes não têm significado simbólico fixo e nem pré-determinado, mas não se usa, no escudo, metal sobre metal, nem cor sobre cor.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Mirror

mirror

Isto hoje esta complicado.

O Homem no Espelho

srnefasto

Não será o trabalho, nem os projectos disto e daquilo,
nem as viagens ou aqueles grãos no tarro com a sua magnífica folha de hortelã no topo.
Não serão nem os insultos ou os elogios.
Quem nos vê quando olhamos para o espelho? O que se vê nesse espelho?
Muitas vezes, demasiadas vezes, o cansaço de tudo o que está a mais.
Do despropósito das horas perdidas a ouvir o meu ego e os egos alheios.
A ver os truques e malabarismos do grupo, em grupo.
Dos que não nos são nada, e dos amigos.
Que raio vêm os amigos? Que raio vejo eu nesses amigos?
Quase sempre nada, seguramente não nos vemos quase nunca.

Patacorp et Thermokukus

arbreperso2_03

Patacorp (o gordo) e Thermokukus (o alto) são dois personagens que pertencem ao imaginário original da profícua Geneviéve Gaucklerstand, uma designer/ilustradora/artista que agarra naquilo que a rodeia e lhe acrescenta um humor "silly and absurd" - nas palavras da própria. Deparei-me com ela primeiro através destes dois personagens, no trabalho para a revista This is a Magazine e depois no projecto Hotel Fox da Volkswagem. Explorem o mundo Geneviéve.

Still from NY2

NYC1

Still from NY

NYC

quarta-feira, agosto 24, 2005

Le placard

pereire

Nem todos os maus anúncios estão irremediavelmente perdidos. Basta uma pequena ajuda anónima, et voilá.

Le tapume

tapume

Numa cidade insuportavelmente bem cuidada restam os tapumes para a livre expressão.

La Moto

vespa

Desde o Quartier Latin para o meu amigo Sr. Lacerda, que sabe escolher motas e carros mas tem um péssimo gosto para clubes.

terça-feira, agosto 23, 2005

Caderno de Ilustração

Caderno de Ilustração
Obrigado Esterlíncio pela partilha do teu caderno. Continuas a surpreender.

Especula mi colo

Especula mi Mais uma daquelas imagens deliciosas. Algures a caminho da praça Virrena - Barcelona

Cadaqués

CadaquésCadaqués é uma bela vila deitada numa baia de águas limpas e tranquilas, mais conhecida por ter tido Dali como ilustre habitante, do que pelos Crepes deliciosos com recheio de Nucrema que comemos numa barraquinha no meio da praça.
Engraçado... Foi aí precisamente que nos cruzamos com os únicos Portugueses; o pai a discutir com um condutor por este se ter enganado no sentido da via, a mãe a gritar para a criança não sair da fila dos crepes não fosse ela ser ultrapassada pelos tranquilos turistas, a criança a correr para a mãe a reclamar dois euros para um turista que lhe tinha dado pq o crepe afinal não custava 1 euro, mas 2 e 95.
- Olha afinal são Portugueses... - gritou a mãe. - tome lá senhor os dois euros, pensava q fosse mais barato.
Deixe estar, é para ele comer outro amanhã, ou daqui a pouco, ou daqui a nada... ou quando lhe apetecer.

Muito irritante

Pior do que olhar para cada esquina e ver que essa esquina tem um blog, uma opinião sobre tudo e sobre todos, um site, um disco gravado e ainda vende t-shirts e porta-chaves com a sua cara estampada, é olhar para o lado e descobrir que há menos uma esquina que podemos dobrar e no seu lugar está um blog sem saída. Nunca fui muito assíduo, mas vou sentir saudades desta esquina fora do mundo.

Dois posts de Pedro Mexia que me provocam saudades do futuro:

"A palavra mais procurada pelos portugueses no Google é «sexo». Somos umas mentes pornográficas? Não especialmente. É assim em todo o lado. Estranho é que entre as dez palavras que os portugueses mais solicitam está «DGCI». Direcção-Geral de Contribuições e Impostos. Isso sim é uma coisa realmente pornográfica." [P.M.]

"O homem que eu mais admiro? O anatomista italiano Gabriel Fallopius. Mais nenhum homem passou à posteridade dentro das mulheres." [P.M.]

segunda-feira, agosto 22, 2005

Simon Bisley

Demasiado conhecido. Demasiado desenho. Demasiado para ver aqui.

Irritante


Isto da net tem destas coisas: estamos constantemente a descobrir aqueles autores, desenhadores, criadores que irritam de tão bons que são. Apresento-vos Frank Stockon, a última adenda aos meus "favoritos". Espreitem os sketchbooks.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Miss Furgão

IMGP2019
(outra da Miss Rita) Mais Van?

Homem-morcego-elefante

IMGP1994
(foto de Rita Mendes - Barcelona)

caderno08

caderno08

Tim Burton tem uma nova maravilha. E eu dois comedores de chocolate no caderno.

iPoder

A loucura iPod decretou a morte do espaço público, agora todos os momentos têm uma banda sonora e é considerado rude interromper o herói de cada história durante a sua cavalgada heróica, mesmo que este esteja simplesmente à espera do autocarro. E claro, há também aquilo a que se costuma chamar de status.

“Na América, as pessoas consomem para se tornarem outras pessoas. Por exemplo, se querem ficar mais magras, compram equipamentos desportivos e rações de dieta congeladas. Se se querem sentir ricas e poderosas, compram um jipe. E se querem que os outros pensem que são culturalmente superiores e tecnologicamente preparados, embora de forma descomprometida e inconvencional, compram um iPod.”

Luke Niklen (editor do jornal da Universidade do Novo México) retirado do artigo da Pública sobre iPods de Rita Siza

A minha língua era a minha Pátria

caderno07

Segundo a lenda um em cada dez habitantes de Paris é português (ou filho de portugueses). Mas nenhum francês é capaz de reconhecer o português, julga que se trata de italiano ou espanhol. Somos realmente os chineses da Europa, formigas atarefadas que ninguém dá por elas, sem deixar marca, sem incomodar, porque assim não temos problemas.
Se os outros não nos vêm, será que existimos?

quarta-feira, agosto 17, 2005

Pintar fotografias


"My killer is Loretta and she lives across the street!" - Nick Cave Loretta

terça-feira, agosto 09, 2005

Triste sinal, feliz intervenção

IMGP1939
Foto de Rita Mendes tirada em Barcelona. Thanks, girl.

terça-feira, agosto 02, 2005

Amaztype - ir ao cerne das palavras

Keita Kitamura e Yugo Nakamura (do site yugop) desenvolveram uma aplicação que, a partir da Amazon, procura palavras-chave relacionadas com livros, CD’s e DVD’s. A aplicação é no fundo uma fonte tipográfica com a qual se pode interagir e aceder directamente aos produtos correspondentes às imagens que constituem cada palavra.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Comunicar (não) é preciso

wind&tires

Os grafiteiros sem nada para dizer têm aqui uma boa fonte de inspiração.

sexta-feira, julho 29, 2005

The saddest part of a broken heart


Fórum Lisboa cheio. Tudo muito bem sentadinho.
A razão de ser da noite entra no palco de vestido branco de folhos e ar tímido (pelo menos ao longe). Agarra na sua guitarra eléctrica e arrebata as minhas expectativas logo à primeira canção. O disco Let it Die é um bom disco, limpo, melódico, introspectivo, melancólico, iludido, desiludido, sempre certeiro no equilíbrio voz-letras-música.
Eu não estava preparado para aquilo, para aquela abordagem. Já não sei qual foi a canção. Gatekeeper? One Evening? Sei que a voz intervalava com a guitarra e as duas respeitavam-se exemplarmente. Lembrei-me da banda sonora do filme Dead Man, daquela fantástica guitarra do Neil Young a cruzar a paisagem westerniana de Jim Jarmusch. A guitarra eléctrica quando respeita os silêncios ganha contornos de instrumento de orquestra. Arrepia. Nunca esperei ficar conquistado assim, à primeira. A partir daí tudo podia correr bem, e correu. Um concerto é um conjunto de factores que ultrapassam a qualidade da interpretação. Existe a simpatia, a interacção, o sentimento de estar a viver um momento irrepetível. Tudo isto aconteceu. Desde Feist ter convencido os mais “cool” a virem sentar-se à frente. “the ones who seat at front in theatres are the same that used to seat on the back of the bus.” a ter conseguido pôr toda a gente a cantar o “malhão, malhão” para o telemóvel numa ligação para a cunhada com o apelido “Lisboa”, tudo se conjugou para tornar aquele concerto único. A guitarra, dois microfones, um para suspirar, outro para cantar e um sampler que serviu para duplicar a voz ou trazer o piano de Gonzales ao palco fizeram a festa. As colaborações com os amigos Mocky, Broken Social Scene ou Apostle of Hustle ajudaram a enriquecer o alinhamento para lá de “Let it die”.
Na última musica, já encore, dançámos ao pé do palco com os seguranças do Fórum Lisboa a lançar aquele olhar intimidante “só me pagam até às 11 da noite”. Já cá fora, ficámos a falar até desaparecer a pequena multidão e surgir um modesto Renault Mégane onde à força de muita persistência tetriana coube todo o material do concerto e ainda uns três técnicos. Leslie Feist apareceu, fez uns comentários e ainda sugeriu que talvez fosse mais interessante fazer a viagem para o Porto de carro e não de avião. Demos-lhe os parabéns pelo concerto e regressámos a casa convictos que aquele tinha sido um concerto completo.

quinta-feira, julho 28, 2005

de novo o nome da rosa que já morreu

Parece que os nomes das coisas – de todas as coisas – estão à venda. Alugamos os nomes dos estádios, dos festivais de música, das portas e das bancadas. Os nomes foram atribuídos durante séculos como forma de perpetuar na memória colectiva pessoas ou acontecimentos importantes. Avenida da Liberdade, Rua Alexandre O’Neill, Estádio José Alvalade por exemplo. Agora vamos ter Estádio da Luz – Feira Nova com a porta A1 – Coca-Cola. São as marcas que vão condicionar a toponímia futura das nossas cidades. Não os cidadãos de mérito, não os acontecimentos relevantes (também eles patrocinados por marcas, para quando as legislativas -Sagres?).

Da mesma forma muitos julgam e replicam um ideia idiota como se fosse o achado do século XXI: os países são marcas. E sobre esta estupidez criam-se campanhas para vender o pais como se vende a margarina (claro que se vendemos os políticos como a margarina, esta conclusão era inevitável)

Mas se pensarmos mais do que um segundo sobre este tema concluímos uma coisa:

A identidade da marca funciona e constrói-se ao contrário de identidade de um país. A marca é construída do topo para a base, sendo os produtos da marca o reflexo e declinação da sua filosofia/missão/prática comercial e por ai em diante.

A identidade de um país é gerada da base para o topo, os seus dirigentes e elites são escolhidos, ou existem porque as bases assim o permitem, sendo um reflexo destas.

A marca é escolhida pela administração, directores, gestores e demais barbeiros.

O pais é escolhido por todos, todos escolhem ou toleram as elites, isto é verdade em qualquer sistema politico não só na democracia. Pois nenhuma ditadura por cruel que seja sobrevive se a maioria da população não gostar disso.

Quando se pretende transformar um país numa marca por real decreto de marketing nada acontece, o eterno lugar comum do país-real permanece imutável. É indiferente.

Portugal não é, nem será uma Costa-Leste da Europa. Porquê? Porque quatro mil anos de história desmentem-no. Até podemos alugar o nome do Algarve para Algarve-Pestana Resort & Golf que não seremos a Costa-Leste.

Estamos a caminho de ser o nome de uma coisa que não existe. E não nos lembramos do nome que tínhamos quando ainda existíamos.

Image for the people

nefasto1

O Flickr e eu

Conhecem o Flickr? É um site para alojar fotografias, mas também é muito mais do que isso. Cada vez que entramos na nossa página há sempre umas quantas fotos que aparecem de forma aleatória, se nos interessam, clicamos nelas e vamos parar às páginas de outros membros da comunidade, pessoas que, tal como nós, têm “friends” e “famíly”, links para pessoas com quem partilhamos imagens, gostos e opiniões. À minha página veio parar uma tal de Polish Sausage Queen, uma fã de duas ou três imagens de que fiz upload. À conta da minha primeira vizinha declarada passei a conhecer outras tantas pessoas que tal como eu gostam de “street art”, “new york” ou “cartazes ´série B”. Quase sem querer e sem me aperceber pertenço a um grupo com determinados interesses. Tenho afinidades inconfessadas aos meus amigos “reais”, mas completamente disponíveis para os meus amigos de zeros e uns.
Cada foto que pomos on-line pode ser baptizada com um “tag”. Ao fazer uma busca no Flickr tenho a possibilidade de ir parar a fotografias fantásticas de profissionais e amadores que obedeçam a esse determinado tema. Façam uma busca nas imagens do google e no Flickr e reparem no universo de diferenças, de qualidade especialmente.

O Flickr e as notícias

Nos atentados de Londres o apertado controle dos meios noticiosas sobre imagens impressionantes levou à criação de uma página do Flickr com imagens tiradas por amadores com os seus telemóveis e máquinas digitais. A grande massa democrática e desinformada passa a perna à grande rede totalitária de comunicação?

O Flickr e a arte

Em Amesterdão foi montada uma exposição, mais propriamente um Peep Show, onde o público espreitava fotos do Flickr que surgiam aleatoriamente.

O Flickr e o design

Estes simpáticos senhores inventaram a fonte inesgotável. Obrigado Hidden Persuader pelo link.

caderno06

caderno06
Desenhado ao natural.

terça-feira, julho 26, 2005

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Belo trabalho do alfacinha target.














Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Excerto de uma das mais belas letras de sempre do grande Chico Buarque.